Cia de Notícias - Conceito em Noticiar

Quarta-feira, 03 de Junho de 2026
Conselheiros do Corinthians protocolam novo pedido de impeachment de Stabile.

Corinthians

Conselheiros do Corinthians protocolam novo pedido de impeachment de Stabile.

......

IMPRIMIR
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Um grupo de conselheiros e associados do Corinthians formalizou um novo pedido de impeachment do presidente Osmar Stabile. O documento foi protocolado junto ao Conselho Deliberativo do clube nesta quarta-feira.

O principal argumento dos conselheiros para o pedido de impeachment trata da contratação de empresas ligadas à segurança do clube. Os membros do Conselho alegam diversas irregularidades na condução da contratação de tais companhias. Com isso, o documento cita possíveis violações estatuárias e pede o afastamento imediato do presidente.

A informação foi inicialmente divulgada pelo UOL e confirmada pela Gazeta Esportiva.

No documento, ao qual a reportagem teve acesso, conselheiros questionam a contratação da Mega Assessoria Operacional Ltda. A empresa é ligada ao atual gerente operacional do Corinthians, Fernando José da Silva, mas não teria vínculo formal com o clube. Além disso, o contrato não teria passado por aprovação do Conselho de Orientação (Cori), conforme exigido no Estatuto Social do clube.

O grupo de associados também questiona três pagamentos realizados à empresa. Somados, os valores totalizam cerca de R$ 676 mil. A companhia não teria autorização da Polícia Federal para prestar serviços de segurança e está sendo investigada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP).

O ofício protocolado no Conselho também menciona a existência de uma segunda empresa, de nome Bear Security Ltda., também sem registro formais. A companhia teria sido criada em 2025 e também não possui licença da Polícia Federal para atuar no ramo. Os conselheiros citam uma possível ligação da empresa com Stabile antes dele ser eleito presidente, tendo o Corinthians como único cliente.

As notas teriam sido emitidas somente após a eleição de Stabile para o cargo de presidente. De acordo com o documento, o Corinthians teria pago cerca de R$ 586 mil à empresa.

Os conselheiros, então, pedem a destituição de Osmar Stabile sob a argumentação de gestão temerária. Para o grupo, o presidente teria cometido não só infrações estatuárias, mas também violado a Lei Geral do Esporte (Lei nº 14.597/2023), o Código Civil e a Lei Pelé (Lei 9.615/98). Os associados solicitam, ainda, a contratação de uma auditoria independente para analisar as contas do clube e investigar contratações emergenciais e pagamentos realizados sem contrato formal.

Segundo pedido de impeachment

Em abril deste ano, conselheiros e associados do Corinthians protocolaram o primeiro pedido de impeachment de Osmar Stabile.

O ponto central do documento protocolado no CD envolve um acordo formalizado no início de 2026 entre o Corinthians e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). A negociação pretendia reorganizar uma dívida tributária do clube com a União, estimada em cerca de R$ 1,2 bilhão.

Ainda segundo o pedido, a diretoria teria oferecido o conjunto de imóveis da sede social do clube, o Parque São Jorge, como garantia no acordo com a PGFN. O local é avaliado em aproximadamente R$ 602 milhões. Os conselheiros afirmaram que essa decisão teria sido tomada sem seguir o rito exigido pelo Estatuto Social do Corinthians, que prevê aprovação por maioria qualificada do Conselho em reunião convocada especificamente para esse fim.

Nos últimos dias, a apuração do pedido nos órgãos internos do clube avançou. A Comissão de Ética e Disciplina do Corinthians emitiu parecer favorável ao processo de impeachment. Stabile, a contar da última segunda-feira, tem 10 dias para se defender antes do encaminhamento do caso ao Conselho Deliberativo.

FONTE/CRÉDITOS: gazeta esportiva - foto reprodução
Comentários: