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Quinta-feira, 23 de Abril de 2026
Pivetta diz que não haverá dinheiro para festas enquanto houver pacientes sem atendimento.

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Pivetta diz que não haverá dinheiro para festas enquanto houver pacientes sem atendimento.

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O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou nesta quinta-feira (23) que o Estado não destinará recursos para festas enquanto houver pessoas sem atendimento adequado na rede de saúde. A declaração foi feita durante reunião com prefeitos no Palácio Paiaguás, em Cuiabá.

“Não podemos gastar dinheiro em festa se temos gente precisando de atendimento hospitalar. Onde tiver um cidadão com dor, não vai dinheiro para festa”, disse o governador ao defender a priorização de investimentos na saúde básica.

Na ocasião, Pivetta apresentou o programa “Juntos pela Saúde Plena”, que prevê a ampliação da atenção primária nos municípios e a criação de oito centros regionais de diagnóstico. Segundo ele, ainda faltam cerca de 160 equipes do Programa Saúde da Família (PSF) para atingir cobertura total no estado.

O governador afirmou que o Estado deve atuar como parceiro dos municípios na estruturação das unidades de saúde e na qualificação das equipes, mas cobrou contrapartida das gestões locais. “O básico bem-feito resolve a maioria dos problemas. O Estado vai ser parceiro, mas cada município precisa cumprir sua parte”, declarou.

Durante o discurso, ao fazer uma comparação entre a gestão pública e a estrutura familiar, Pivetta foi interrompido por aplausos que cessaram após ele endurecer o tom com cobranças aos prefeitos.

Nos últimos dias, o governador já havia sinalizado mudanças na política de gastos com eventos e emendas parlamentares. Ele afirmou ser contrário ao uso de recursos públicos para shows e defendeu novas regras de controle.

Pelo novo modelo, 50% das emendas impositivas seguem obrigatoriamente destinadas à saúde. Dos 50% restantes, apenas 10% poderão ser aplicados em eventos festivos.

Pivetta também anunciou que pedidos de recursos para eventos passarão a ser analisados pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico, com o objetivo de reduzir liberações diretas para esse tipo de despesa.

Segundo o governo, compromissos já firmados deverão ser formalizados por meio de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), enquanto novas liberações tendem a ser mais restritivas.

 

 

 

FONTE/CRÉDITOS: Por Olhar Direto - foto reprodução
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