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Domingo, 05 de Julho de 2026
Cáceres MT: Orlando Perri manda juiz “se virar” e julgar processo de faccionado

Justiça

Cáceres MT: Orlando Perri manda juiz “se virar” e julgar processo de faccionado

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A Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) determinou que a Justiça Criminal de Cáceres conclua, no prazo máximo de 30 dias, a fase de produção de provas no processo que tem como réu Thiago Pereira da Silva, conhecido como “Thanos do PCC”, apontado pelas autoridades como um dos principais líderes do tráfico de drogas na região de fronteira entre Brasil e Bolívia. 

Segundo informações divulgadas pela Folha Max, a decisão foi proferida pelo desembargador Orlando Perri durante o julgamento de um habeas corpus apresentado pela defesa do acusado. Os advogados alegaram excesso de prazo na tramitação do processo, uma vez que Thiago está preso preventivamente desde agosto de 2023 sem que tenha sido levado a julgamento.

Desembargador manda juiz 'se virar nos 30' e julgar processo de faccionado | FOLHAMAX | Últimas Notícias de Cuiabá e Mato Grosso

(foto reprodução) - Ao analisar o caso, Orlando Perri reconheceu a demora processual, mas entendeu que a gravidade das acusações impede a revogação da prisão preventiva neste momento. O magistrado, no entanto, foi enfático ao cobrar celeridade da Justiça de primeira instância.

“O juiz tem o prazo de 30 dias. Vai ter que se virar nos 30”, afirmou o desembargador durante a sessão, conforme relatado pela Folha Max. Perri ainda advertiu que, caso a determinação não seja cumprida, o caso poderá ser encaminhado à Corregedoria do Tribunal.

O processo tramita sob segredo de Justiça e está em curso na comarca de Cáceres, município localizado a cerca de 220 quilômetros de Cuiabá.

Operação Intocável

Thiago Pereira da Silva foi preso pela Polícia Federal em agosto de 2023 durante a Operação Intocável, deflagrada para combater organizações criminosas ligadas ao tráfico internacional de drogas. A prisão ocorreu em Mirassol D’Oeste, no interior de Mato Grosso, onde o investigado mantinha uma empresa de logística. 

De acordo com as informações reproduzidas pela Folha Max, as investigações apontam que o acusado teria movimentado aproximadamente R$ 25 milhões e seria responsável pela comercialização de quase 500 quilos de cocaína entre os anos de 2018 e 2020.

As autoridades também sustentam que Thiago ostentava elevado padrão de vida, sendo proprietário de três aeronaves, veículos de luxo e realizando viagens frequentes ao exterior. Ele é apontado pelos órgãos de investigação como um dos principais articuladores do tráfico de drogas na faixa de fronteira entre Brasil e Bolívia, além de possuir suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Prisão mantida

Apesar de reconhecer o excesso de prazo na condução da ação penal, o desembargador Orlando Perri concluiu que os elementos constantes nos autos e a gravidade dos crimes investigados justificam a manutenção da prisão preventiva.

Com a decisão, o acusado permanece detido enquanto a Justiça de Cáceres acelera a tramitação do processo para cumprir a determinação do Tribunal de Justiça.

 

FONTE/CRÉDITOS: informações publicadas pela  Folha Max⁠. - foto reprodução
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