Os cursos de Medicina das universidades federais de Mato Grosso (UFMT, campi de Cuiabá e Sinop) e da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) alcançaram nota 4, em uma escala de 1 a 5, na primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). O resultado, divulgado pelos ministérios da Educação (MEC) e da Saúde, coloca as instituições públicas federais do estado em patamar de alta proficiência. Já a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e o Centro Universitário de Várzea Grande (Univag) obtiveram nota 3.
Por outro lado, duas instituições privadas de Mato Grosso apresentaram desempenho crítico e sofrerão sanções imediatas do Governo Federal. A Universidade de Cuiabá (Unic) obteve nota 2, enquanto o Centro Universitário Estácio do Pantanal (Estácio/Fapan), em Cáceres, recebeu a nota mínima (1).
Confira o desempenho das instituições em MT:
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UFMT (Cuiabá): 4
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UFMT (Sinop): 4
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UFR (Rondonópolis): 4
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Unemat (Cáceres): 3
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Univag (Várzea Grande): 3
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Unic (Cuiabá): 2
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Estácio/Fapan (Cáceres): 1
Penalidades
As instituições que não atingiram o desempenho mínimo de proficiência (60% dos estudantes aprovados) estarão sujeitas a medidas rigorosas anunciadas pelo ministro Camilo Santana. No caso da Estácio/Fapan (nota 1), a penalidade prevista é a suspensão total do ingresso de novos estudantes. Já para a Unic (nota 2), haverá redução obrigatória no número de vagas oferecidas.
Em todo o país, 107 cursos foram mal avaliados. Destes, 99 sofrerão punições diretas, que incluem: suspensão de novos alunos: Para 8 cursos com pior desempenho; corte de vagas: 13 cursos terão redução de 50% nas vagas e 33 cursos perderão 25% das vagas; programas Federais: Instituições penalizadas ficam suspensas do Fies e do Prouni e bloqueio de expansão: 45 cursos ficam proibidos de aumentar o número de vagas.
As universidades terão um prazo legal para apresentar defesa, mas o MEC reforça que a prioridade é garantir a qualidade da formação dos profissionais que atuarão no SUS.
A reportagem do
procurou a Universidade de Cuiabá (Unic) para comentar sobre o caso, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação. A Estácio/Fapan não respondeu às nossas mensagens.
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