O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) está investigando as mortes das elefantas africanas Pupy, de 35 anos, e Kenya, de 44 anos, no Santuário de Elefantes Brasil, em Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá. A investigação começou após a divulgação de informações sobre os óbitos recentes de animais no local, que é um criadouro científico de fauna.
Ao g1, o Ibama informou que acompanha os acontecimentos no Santuário, mas explicou que o empreendimento é licenciado pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT), que é responsável pela fiscalização primária das condições das instalações e do manejo dos animais.
Segundo o Ibama, o órgão atua de forma supletiva nesses casos, monitorando o funcionamento do espaço e as condições dos animais, além de ser responsável pela emissão de licenças de importação.
O Instituto informou ainda que já realizou fiscalização no local e identificou estruturas consideradas adequadas, além da presença de profissionais habilitados, como biólogos e veterinários.
Em nota, o Ibama destacou que muitos dos elefantes abrigados no Santuário são idosos, vieram de circos ou de outros países e apresentam histórico de saúde delicado, o que dificulta conclusões imediatas sobre as causas das mortes.
"A princípio, não é possível afirmar que esses animais que vieram a óbito sejam (ou não) vítimas recentes de maus-tratos ou de manejo inadequado. Todavia, os óbitos ocorridos não passaram despercebidos pela instituição e são objeto de apuração", disse o Ibama ao g1.
O órgão informou que solicitou formalmente os laudos de necropsia dos animais, que estão sendo realizados por uma equipe da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A previsão é que os exames sejam concluídos em até 30 dias. Até lá, o Ibama afirmou que seguirá acompanhando o caso.
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