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Quinta-feira, 01 de Outubro de 2026
Denúncia protocolada no MP aponta possível vazamento de operação que mirou ex-prefeito; ação investiga fraudes em contratos entre 2017 e 2024.

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Denúncia protocolada no MP aponta possível vazamento de operação que mirou ex-prefeito; ação investiga fraudes em contratos entre 2017 e 2024.

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Uma denúncia protocolada na ouvidoria do Ministério Público, e encaminhada para o desembargador Orlando Perri, aponta possível vazamento da operação que mirou o parlamentar, ocorrida no dia 25 de setembro. A ação mirou agentes públicos e pessoas ligadas a uma empresa privada acusados de fraudes em contratos firmados entre 2017 e 2024.

A denúncia pede uma rigorosa apuração e imparcialidade acerca de um servidor público identificado pelas iniciais W.M.S., que é integrante do Corpo de Bombeiros Militar, mas que atualmente está cedido ao Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), que deflagrou a operação.

O documento aponta que o suspeito possui acesso privilegiado a informações relacionadas a investigações, ordens de missão, planejamento e execução de operações, além da identificação de alvos e demais informações, por conta da natureza de sua função.

Ex-prefeito alvo de operação denuncia possível vazamento; ação investiga fraudes em contratos entre 2017 e 2024 • Olhar Direto

(foto reprodução) - Tudo teria começado quando um vereador da cidade enviou uma mensagem em um grupo de WhatsApp no dia 21 de setembro, dizendo: “Tá chegando a hora, a cobra vai fumar”. Já no dia 25, ele novamente fez outra provocação, desta vez dizendo: “A cobra já está fumando”.

A denúncia aponta que a sucessão temporal dos registros é relevante porque as mensagens não se encerram em frases genéricas. No dia 26, surgem novas mensagens fazendo referências a empresários, documentos e à expectativa de algo que viria a acontecer. No mesmo dia, às 18h07, o vereador escreve: “segunda cedo vc dá bom dia no grupo” e, às 18h08, outro participante afirma: “Mas vamos aguardar, é apenas início”.

Outro aspecto apontado é que o vereador afirmou expressamente, em uma mensagem, que estava tentando confirmar algumas coisas com o pessoal do Naco. A denúncia aponta que a frase não demonstra, por si só, que tenha recebido informação sigilosa, nem identifica com quem teria mantido contato. Entretanto, por mencionar diretamente a tentativa de obtenção de informações junto a pessoas do Naco, constitui elemento objetivo especialmente relevante para a apuração da existência, ou não, de comunicação entre terceiros e integrantes do Núcleo no período imediatamente relacionado aos fatos.

Por fim, é denunciado que o vereador e o agente do Naco possuem um relacionamento próximo, sendo algo conhecido por todos na cidade.

A denúncia aponta que os dados não são provas conclusivas para o vazamento da operação e o repasse de informações privilegiadas, mas são suficientes para a apuração do caso, a fim de esclarecer os fatos.

Operação Gomorra

A investigação identificou a compra da propriedade rural Estância Rancho Fundo I pelo ex-prefeito. De acordo com a apuração, a negociação previa o pagamento por meio da entrega de 100 cabeças de gado da raça Nelore. Os investigadores, no entanto, não encontraram registros oficiais de movimentação pecuária compatíveis com a transação.

Conforme o Naco, foram identificados sete contratos entre a empresa e a administração municipal. Desses, cinco foram firmados entre 2022 e 2023 e totalizaram cerca de R$ 4,7 milhões. Com a atualização monetária, o valor chega a R$ 5,78 milhões.

As investigações também apontaram possíveis vínculos familiares, empresariais e funcionais entre agentes públicos e particulares relacionados às contratações. Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) também identificaram movimentações financeiras suspeitas.

FONTE/CRÉDITOS: olhar direto - foto reprodução
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