A técnica judiciária Rosemar Santos, de 49 anos, recupera-se em casa depois de ter sido atropelada na noite desse domingo (25), no Centro de Cáceres. O acidente ocorreu na rua lateral da Praça Barão do Rio Branco, no momento em que a vítima saía da comemoração da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à presidência da República. O motorista do carro que atropelou Rosemar fugiu deixou o local do acidente.
(foto reprodução) - Funcionária do Fórum e filiada ao PCdoB, Rosemar relata ter sido atingida no momento em que procurava seu carro no cruzamento próximo ao antigo Colégio Imaculada Conceição (CIC) e à lanchonete do Pipoca, perdendo a consciência imediatamente após o impacto.
A vítima foi socorrida no local por amigas e encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde permaneceu sob cuidados médicos.
Exames de tomografia identificaram lesões nas mãos, no pé e fraturas na face, incluindo no assoalho da órbita esquerda e nas paredes do seio maxilar esquerdo. Rosemar aguarda a redução do inchaço para avaliação de um cirurgião bucomaxilofacial, que determinará a necessidade de intervenção cirúrgica para reparação estética e funcional.
O caso foi registrado e segue sob investigação da Polícia Civil, que busca identificar o condutor e a placa do veículo envolvido. Testemunhas relatam que o automóvel seria de cor branca, possivelmente do modelo Volkswagen Up, e teria evadido do local sem prestar socorro. A apuração analisa imagens de câmeras de segurança da região, como as do prédio da Marinha, embora a escuridão do horário tenha dificultado a identificação imediata do responsável.
Sem a intenção de transformar o episódio em disputa partidária, Rosemar faz um apelo para que o fato seja tratado com a devida gravidade e isenção, focando na responsabilização criminal de quem cometeu o atropelamento e omitiu socorro.
A vítima reforça que não é possível afirmar categoricamente a motivação antes da conclusão das investigações, mas ressalta que “devido à forma como aconteceu, penso que pode sim ter sido por intolerância, e mesmo se não foi, creio que o caso merece atenção, deve ser investigado com rigor, para chegar a esse condutor que me atropelou e fugiu sem prestar socorro. É triste perceber que algumas pessoas ainda não conseguem aceitar opiniões diferentes e, principalmente, lidar com uma derrota política de forma madura”.
(foto reprodução) - A servidora enfatiza que o respeito, a convivência pacífica e o direito à livre manifestação devem se sobrepor a divergências ideológicas. Ela enfatiza que comemorar uma vitória não é crime, “assim como pensar diferente não deveria ser motivo de perseguição ou violência”.
“Nenhuma disputa política vale a nossa paz, a nossa integridade ou a nossa vida. […] Eu não quero alimentar mais ódio. Perder uma eleição faz parte da democracia, mas perder o respeito pelo próximo é uma escolha”.
Ela solicita que testemunhas que possuem informações ou registros do veículo entrem em contato com as autoridades policiais para auxiliar na apuração.
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