O governo de Mato Grosso contratou, por R$ 39,8 milhões, um sistema de bloqueio de sinais de celulares, redes Wi-Fi, rádio e drones para unidades prisionais do estado. O contrato foi firmado pela Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) e publicado no Diário Oficial desta quarta-feira (4). A medida prevê a instalação e operação de equipamentos destinados a restringir as comunicações sem autorização dentro dos presídios.
(foto reprodução) - A empresa responsável pelo serviço será a Polsec Indústria e Comércio de Equipamentos de Segurança Ltda., contratada por meio do Pregão Eletrônico nº 007/2026/Sejus. O valor exato do contrato é de R$ 39.799.999,80, com vigência de cinco anos, entre 30 de outubro de 2026 e 29 de outubro de 2031.
Segundo o documento, a contratação abrange todas as etapas necessárias para o funcionamento do sistema, desde a elaboração dos projetos técnicos até a instalação, ativação, operação e monitoramento dos equipamentos.
Também estão previstos serviços de manutenção preventiva e corretiva, atualizações de equipamentos e programas, suporte técnico e treinamento de profissionais responsáveis pela utilização da tecnologia.
O sistema contratado deverá atuar sobre diferentes tipos de sinais de comunicação, incluindo telefonia móvel, redes Wi-Fi, rádio e drones.
A tecnologia de bloqueio de sinais busca impedir o funcionamento de dispositivos de comunicação em áreas determinadas, como unidades prisionais, onde celulares podem ser utilizados irregularmente por detentos.
No caso dos drones, o bloqueio pode ser utilizado para dificultar a operação de aeronaves não tripuladas nas áreas protegidas. Esses equipamentos podem representar riscos à segurança prisional, inclusive quando utilizados para transportar objetos proibidos.
O contrato prevê que a solução seja instalada nas unidades indicadas pela Sejus, mas o extrato publicado no Diário Oficial não especifica quais presídios serão contemplados nem a quantidade de equipamentos que serão disponibilizados.
Também não foram informadas as datas previstas para o início da instalação e da operação dos sistemas em cada unidade.
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Contrato terá duração de cinco anos
A contratação foi formalizada em 30 de outubro de 2026 e terá vigência de 60 meses, até outubro de 2031.
O valor de quase R$ 40 milhões contempla não apenas o fornecimento dos equipamentos, mas também a prestação contínua dos serviços de operação, monitoramento, manutenção e suporte durante o período contratual.
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