Só se fala na Copa do Mundo de Futebol e na eleição deste ano. A coluna pinça alguns tópicos da discussão em torno da eleição para governador como exemplo do falatório. Que, aliás, já foi motivo de comentários anteriores aqui, mas é que sempre tem ingredientes novos surgindo.
Três nomes pela direita política estão na candidatura ao governo do estado: Otaviano Pivetta, Wellington Fagundes e Jaime Campos. Como já mostrou antes a coluna, MT tem um caso, até recente, que o Pivetta poderia repetir. Blairo Maggi se afastou do governo, como fez agora Mauro Mendes, para ser candidato ao senado.
Assumiu seu vice, Silval Barbosa, que se candidatou ao governo, com apoio do Blairo e ganhou a eleição para governador. Não se está dizendo que se repetirá agora com o Pivetta o caso Silval Barbosa, apenas que é uma situação já ocorrido antes de candidatura dessa maneira e que deu certa.
Outro nome na disputa, Wellington Fagundes, já andou até cutucando o governo Mauro Mendes em questão de estradas asfaltadas ou não, mostrando que haverá tiroteio na disputa entre essas lideranças da direita. Wellington garante que tem apoio do Flavio Bolsonaro para a disputa, o mesmo diz o Pivetta.
Não se sabe ainda se o desgaste do caso Master, que bateu no Flavio, faria candidatos daqui procurarem se afastar um pouco do filho do Bolsonaro ou não. Wellington, se perder a eleição, tem mandato de senador até 2030. Ninguém entra numa eleição para perder, mas, se ele não ganhasse, teria ainda mais quatro anos de mandato no senado.
O caso Jaime Campos é o que tem mais discussão ao redor. Ele é do União Brasil e o presidente do partido, Mauro Mendes, já hipotecou apoio ao Pivetta. A pergunta de rua é saber quem tem maioria no diretório do União Brasil: a família Campos ou o Mauro Mendes?. Se o grupo do Jaime tiver essa maioria estaria garantida a candidatura dele ao governo. Se Mauro Mendes tiver maioria poderia impedir a candidatura dele e levar o partido a apoiar o Pivetta.
Uma candidatura ao governo ajuda na eleição de deputados estaduais e federais. E qualquer partido quer mais deputados federais eleitos porque ajuda a aumentar sua participação nos Fundos Eleitoral e Partidário também. Enfim, sai a candidatura Jaime Campos pelo União Brasil ou o Mauro tem maioria e leva o partido a apoiar o Pivetta?.
No caso, se isso ocorrer, o Jaime não se candidataria. Ou, outra pergunta, a direção nacional do Uniao Brasil imporia a candidatura dele ao governo aqui? Pela esquerda politica tem a candidatura clara de Natasha Slhessarenko sem disputa interna nenhuma.
Tem uma pergunta sobre a eleição em MT. É que vai ter segundo turno pela primeira vez no estado na disputa para o governo. A direita leva dois nomes para o segundo turno ou vai um da direita e outro da esquerda e a direita se uniria no segundo turno em torno de um nome só?.
Alfredo da Mota Menezes é analista político
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