Foi identificado como Philippe Thiago Figueiredo, o praça da Polícia Militar preso nesta quarta-feira (27) durante a Operação Tu Quoque, da Polícia Civil. Ele é apontado como líder de um esquema de roubo de cargas de drogas de uma facção rival em Mato Grosso.
Conforme apurado pelo
, o policial é lotado no Primeiro Batalhão de Cuiabá. Além da prisão preventiva, contra ele foi cumprido um mandado de busca e apreensão. A polícia ainda cumpriu outras 10 ordens de busca e apreensão domiciliar, medidas de restrição de veículos e bloqueios de contas bancárias dos investigados, no valor de até R$ 2,5 milhões.
Em nota, a Polícia Militar informou que a Corregedoria-Geral acompanhou o cumprimento dos mandados e que será instaurado procedimento administrativo contra o policial. “A PMMT não coaduna com qualquer tipo de crime cometido por seus integrantes”, acrescenta a nota.
Segundo as investigações da Delegacia de Pontes e Lacerda, o esquema funcionava por meio de dois núcleos, um deles responsável por identificar e monitorar possíveis depósitos de drogas de uma facção criminosa na região de fronteira.
O segundo núcleo tinha uma função distinta e se deslocava da Capital do Estado para Pontes e Lacerda para atuar no roubo da droga e, posteriormente, transportar e distribuir os entorpecentes na região metropolitana.
O policial, apontado como principal alvo da operação, era o responsável pelo roubo do entorpecente, saindo da Capital para Pontes e Lacerda para subtrair a droga. Ele também fazia a separação do entorpecente para outra equipe do grupo criminoso, que atuaria na distribuição.

(foto reprodução)
Desarticulação do esquema
A descoberta do esquema ocorreu após a prisão de um dos envolvidos. Na ocasião, outros integrantes do grupo conseguiram escapar, mas, com o avanço das investigações, foram identificados. Também foi descoberto o esquema envolvendo roubos ligados a facções criminosas, além da redistribuição e comercialização do entorpecente subtraído.
Além dos crimes de roubo e tráfico de drogas, as investigações identificaram o envolvimento do grupo em um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico, por meio de diversas transações bancárias envolvendo familiares, casas de apostas e empresas de fachada para a pulverização dos valores.
Nome da operação
A expressão latina tu quoque significa literalmente “tu também” ou “até tu” e faz referência ao fato de existir, como pivô da organização criminosa, um membro das forças de segurança, representando uma significativa quebra da confiança depositada e esperada dos agentes públicos.
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