Em audiência virtual, o sistema judiciário determinou no domingo (9), a prisão preventiva de três cidadãos brasileiros no presídio de Palmasola, em Santa Cruz, por suposto envolvimento no assassinato do subtenente da polícia Yerson Salazar.
O assassinato do policial ocorreu na quinta-feira, 30 de julho, na comunidade de Ascensión de la Frontera, no município de San Matías, departamento de Santa Cruz, em meio a uma escalada de violência atribuída a organizações criminosas dedicadas ao narcotráfico.
Na quinta-feira, 6 de agosto, a Polícia apresentou sete pessoas como supostos membros de um grupo que teria participado de uma série de atos criminosos na fronteira com o Brasil e que estariam relacionados ao assassinato de Salazar.

(foto reprodução) - No dia seguinte, realizou-se a audiência preliminar dos detidos, e o tribunal decretou a prisão preventiva dos sete indivíduos presos, por crimes que incluem tráfico de drogas, associação criminosa, conspiração e tráfico ilegal de armas. Entre eles, estavam os três brasileiros que receberam nova ordem de prisão preventiva neste domingo.
“O juiz decretou 180 dias de prisão preventiva no caso de homicídio. No entanto, observamos inconsistências (...) e a equipe jurídica decidiu recorrer da decisão do juiz”, disse o advogado dos estrangeiros, José Islas, à Unitel.
Ele indicou que existem “várias inconsistências” porque, segundo sua versão, seus clientes não estavam no local dos acontecimentos; “no entanto, eles teriam sido reconhecidos pelos policiais que estavam no local dos acontecimentos”.
“Existem também outras inconsistências que iremos reformular e apresentar à autoridade jurisdicional competente, pois temos o prazo de 10 dias para fazê-lo”, acrescentou.
Comentários: