A segunda edição do Big Day das Araras Azuis, realizada nos dias 1º e 2 de agosto, reuniu participantes de diferentes regiões e contabilizou 1.313 araras-azuis registradas na natureza. Desse total, 1.095 foram avistadas no Brasil, 208 na Bolívia e dez no Paraguai, mostrando a ampla mobilização em torno da conservação da espécie.
(foto reprodução) - No Brasil, a iniciativa alcançou 31 municípios de seis estados: Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Goiás, Bahia e Tocantins. Mato Grosso do Sul ficou na liderança, com 493 araras-azuis registradas, seguido por Mato Grosso, com 293, e Pará, com 240. Bahia e Tocantins também tiveram registros nesta edição, sendo que os dois estados não haviam registrado indivíduos no levantamento anterior.
Entre os municípios, Barão de Melgaço (MT) ficou na primeira posição, com 261 registros. Miranda (MS) apareceu em terceiro lugar, com 165 araras-azuis, enquanto Corumbá (MS) ficou na quarta colocação, com 131. Rochedo registrou 55 e Aquidauana, 41.
Além de ampliar os registros conhecidos, o Big Day também ajudou a preencher lacunas sobre a distribuição da espécie. No Tocantins, por exemplo, uma equipe do Instituto Mamede, que saiu de Campo Grande, percorreu a região do Jalapão e confirmou a presença de araras-azuis no estado. Na primeira edição, realizada em 2025, não haviam sido registrados indivíduos no Tocantins.
Para a bióloga e fundadora do Instituto Arara Azul, Neiva Guedes, os dados obtidos são importantes para orientar estratégias de conservação, especialmente diante das mudanças climáticas e das alterações na ocorrência da espécie. Segundo ela, acompanhar onde as araras estão sendo registradas permite identificar possíveis reduções ou desaparecimentos locais e buscar medidas para reverter esse cenário.
(foto reprodução) - A segunda edição do Big Day reforça o papel da ciência cidadã e da participação da sociedade no monitoramento da biodiversidade. Mais de 200 pessoas participaram da ação nos três países, inclusive voluntários que, mesmo sem encontrar as aves, contribuíram para a mobilização em favor da conservação.
Os resultados de 2026 ampliam o conhecimento sobre a presença da arara-azul e fornecem informações que podem contribuir para as ações de pesquisa e conservação desenvolvidas pelo Instituto Arara Azul.
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