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Sexta-feira, 12 de Junho de 2026
Pontes e Lacerda: Investigador é afastado por suspeita de tortura dentro de delegacia.

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Pontes e Lacerda: Investigador é afastado por suspeita de tortura dentro de delegacia.

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Um investigador da Polícia Civil de Mato Grosso foi afastado cautelarmente do cargo após se tornar alvo de uma investigação que apura a suposta prática do crime de tortura dentro da Delegacia de Polícia de Pontes e Lacerda, a 444 km de Cuiabá.

Nesta semana, a Polícia Civil cumpriu mandados judiciais de busca e apreensão e aplicou medidas cautelares contra o servidor Djande dos Santos Souza. As medidas foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, após representação da própria Polícia Civil e parecer favorável do Ministério Público.

De acordo com as investigações, conduzidas pela Delegacia Regional de Pontes e Lacerda com apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Civil, a suposta tortura teria ocorrido no dia 31 de janeiro de 2026, no interior da unidade policial.

Um dos desafios da apuração é identificar e localizar a vítima, que até o momento permanece desconhecida.

Além da suspeita de tortura, a decisão judicial destacou outros episódios envolvendo o investigador. Entre eles estão um disparo acidental contra si próprio ocorrido em 2017, a perda de uma arma pertencente à Polícia Civil em 2023 e o furto de uma motocicleta da instituição que estava sob sua responsabilidade em janeiro deste ano.

As investigações também apontam suspeitas de que o policial estaria recebendo informações internas sobre procedimentos instaurados contra ele, o que pode indicar eventual vazamento de dados sigilosos relacionados às apurações.

Diante dos indícios apresentados, a Justiça determinou o afastamento cautelar do investigador da função pública, o recolhimento de sua arma institucional e a proibição de frequentar unidades da Polícia Civil. O servidor também está impedido de manter contato com policiais civis e testemunhas ligadas ao caso.

Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência do investigado. A Justiça ainda autorizou o acesso e a extração de dados de aparelhos eletrônicos recolhidos pelos investigadores.

Em nota, a Polícia Civil informou que o inquérito segue em andamento para esclarecer todas as circunstâncias dos fatos, identificar possíveis envolvidos e apurar a existência de crimes conexos relacionados ao vazamento de informações sigilosas e à eventual interferência nas investigações.

FONTE/CRÉDITOS: VG Noticias - foto reprodução
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