O tecladista e fundador do RPM, Luiz Schiavon, morreu na madrugada desta quinta-feira aos 64 anos. Ele vinha tratando uma doença autoimune havia quatro anos. A informação foi confirmada pela família do músico nas redes sociais que, em comunicado, informou que o artista teve complicações durante uma cirurgia de tratamento e não resistiu. Schiavon estava internado no Hospital São Luiz, em Osasco, na Região Metropolitana de São Paulo.

Os familiares também anunciaram que cerimônia de despedida será reservada apenas para pessoas próximas. "Luiz era, na sua figura pública, maestro, compositor, fundador e tecladista do RPM, mas acima de tudo isso, um bom filho, sobrinho, marido, pai e amigo", diz a mensagem da família. Antes de volta ao hospital este ano, ele chegou a passar 18 meses internado.
“É com pesar que a família comunica o falecimento de Luiz Schiavon. Ele vinha lutando bravamente contra uma doença autoimune há 4 anos, mas, infelizmente, ele teve complicações na última cirurgia de tratamento e não resistiu. Luiz era, na sua figura pública, maestro, compositor, fundador e tecladista do RPM, mas acima de tudo isso, um bom filho, sobrinho, marido, pai e amigo. Portanto, a família decidiu que a cerimônia de despedida será reservada para familiares e amigos próximos e pede, encarecidamente, que os fãs e a imprensa compreendam e respeitem essa decisão. Esperamos que lembrem-se dele com a maestria e a energia da sua música, um legado que ele nos deixou de presente e que continuará vivo em nossos corações. Despeçam-se, ouvindo seus acordes, fazendo homenagens nas redes sociais, revistas e jornais, ou simplesmente lembrando dele com carinho, o mesmo carinho que ele sempre teve com todos aqueles que conviveram com ele”, diz o comunicado.
Schiavon foi um dos fundadores do RPM, que lançou seu disco de estreia, “Revoluções Por Minuto”, em 1985. O álbum, de enorme sucesso, contava com hits como “Olhar 43”, “Rádio Pirata”, “Louras Geladas” e “Revoluções Por Minuto”. O grupo saiu em turnê na sequência e registrou a performance ao vivo em outro álbum de sucesso, “Rádio Pirata Ao Vivo”, de 1986.
Além do tecladista, o RPM contava, em sua formação da época, com Paulo Ricardo (baixo e vocais), Fernando Deluqui (guitarras) e Paulo Pagni (bateria). Esse último morreu em 2019, vítima de fibrose pulmonar.

Entre idas e vindas com o RPM, Schiavon também participou como integrante da banda do Domingão do Faustão, nos anos 2000.
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