A Prefeitura de Mirassol d’Oeste (MT) determinou que os aparelhos de ar-condicionado dos órgãos municipais fiquem desligados por, no mínimo, duas horas durante o expediente. A medida faz parte de um pacote de contenção de despesas adotado após o município registrar déficit orçamentário em 2026, publicado no Jornal dos Municípios dessa quarta-feira (7) .
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Além da restrição ao uso do ar-condicionado, a prefeitura determinou outras medidas para diminuir o consumo de energia elétrica. As luzes devem ser apagadas sempre que os servidores deixarem os ambientes, mesmo que por pouco tempo.
A iluminação de corredores, salas e outros espaços também deverá ser desligada quando não for necessária, desde que isso não prejudique o atendimento ao público, a segurança ou o desenvolvimento das atividades.
Ao final do expediente, computadores, monitores, impressoras, nobreaks e outros equipamentos que não precisem permanecer ligados continuamente deverão ser desligados.
A medida da prefeitura ocorre em um período em que Mirassol d’Oeste deve registrar temperaturas de até 37°C nos próximos dias.
Na sexta-feira (9), a máxima prevista é de 35°C, enquanto no sábado (10) chega a 34°C e, no domingo (11), a 35°C. Na segunda-feira (12), os termômetros podem atingir 37°C.
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Outras medidas de contenção
A economia de energia integra um conjunto de ações anunciadas pela Prefeitura de Mirassol d’Oeste para reduzir despesas. O decreto determina, por exemplo, redução de pelo menos 20% dos gastos com empresas terceirizadas.
Também foram suspensos o pagamento de horas extras, novas nomeações de servidores, contratações temporárias, concessão de novas gratificações e reajustes, além da criação de novos cargos, com exceções previstas no próprio decreto.
A prefeitura ainda suspendeu a concessão de diárias, salvo em casos de extrema necessidade, e determinou medidas para reduzir gastos com telefonia e racionalizar o uso de veículos oficiais.
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Medidas não têm prazo para acabar
As regras entraram em vigor com a publicação do decreto e não têm prazo definido para terminar. Segundo o documento, as medidas permanecerão enquanto forem necessárias para o reequilíbrio orçamentário e financeiro do município.
A prefeitura poderá suspender as restrições gradualmente, de acordo com os resultados obtidos e a evolução da situação financeira. Caso as medidas sejam consideradas insuficientes, o município também poderá adotar novos cortes e ações de contenção de despesas.
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