Wagner Moreno de Souza, de 22 anos e apelidado de GH, foi preso pela morte de Vinícius Henrique Tavares Machado, de 19 anos, que foi esfaqueado e decapitado ainda durante a noite desta sexta-feira (31) e encontrado na madrugada de sábado (1) no município de Cáceres. Vítima e homicida eram amigos de infância e chegaram a pertencer ao mesmo grupo criminoso, o Primeiro Comando da Capital (PCC). Contudo, Wagner escolheu executar o próprio amigo para conseguir ser batizado na facção rival, o Comando Vermelho.
Conforme informações obtidas pela reportagem do Olhar Direto, tudo começou com Wagner sendo membro do Comando Vermelho e viajando para outro estado, onde se filiou ao PCC. No entanto, ao voltar para Cáceres e temendo a facção rival, optou por pedir para ser rebatizado na organização a qual pertenceu antoriormente.
A facção autorizou o retorno, mas deu uma missão para ele: Wagner deveria matar alguém do PCC como 'rito de passagem'. A pessoa escolhida acabou sendo Vinícius, seu amigo de infância. Para realizar o crime, Wagner contou com o apoio de mais um maior de idade e dois adolescentes, de 16 e 17 anos.
Com tudo preparado, Wagner chamou Vinicius para fumar maconha com ele e no momento em que o homem chegou à residência, foi capturado e levado até um local afastado onde foi esfaqueado diversas vezes pelo segundo adulto que acompanhava Wagner.
A ação foi acompanhada por outro criminoso, que por meio de uma chamada de vídeo exigia que o ato fosse feito com mais violência, senão iria sobrar para os algozes de Vinícius.
Por fim, foi Wagner que deu o golpe final e decapitou o amigo de infância. O mesmo, mais tarde, no momento da sua prisão, relatou que passou mal e chegou a desmaiar após decapitar o amigo. A cabeça de Vinicius foi jogada em um córrego e o corpo dispensado no meio da rua.
A Polícia Militar saiu na caçada aos suspeitos e prendeu primeiro os dois adultos, que confessaram a participação na atroz execução. O corpo de Vinicius foi localizado logo depois e os adolescentes foram os últimos a serem apreendidos.
O mandante do crime não foi localizado até o momento e o caso é investigado.
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