A morte da atleta cacerense Jucineide Maluf, conhecida carinhosamente como Juh Maluf, e de seu marido, o professor Vitérico Jabur Maluf, causou forte comoção entre familiares, amigos e a comunidade esportiva de Cáceres. O casal foi vítima de um grave acidente de trânsito registrado na noite da última sexta-feira (5), na rodovia que liga os municípios de Barra do Bugres e Nova Olímpia. Muito conhecidos e queridos na cidade, eles deixam um legado de amizade, companheirismo e dedicação à família. Juh também deixa dois filhos, uma adolescente de 17 anos e um menino de 12, aos quais era profundamente apaixonada e dedicada.
Nascida em 2 de julho de 1987, Juh era reconhecida por sua alegria, carisma e dedicação ao esporte. A notícia da tragédia abalou familiares que, por horas, viveram uma mistura de esperança, angústia e incerteza enquanto buscavam informações sobre o estado de saúde do casal.
Em relato emocionado, a irmã da atleta contou que recebeu a primeira notícia do acidente por volta das 19h37. A ligação partiu de uma irmã que mora em Presidente Prudente (SP), informando que alguém havia entrado em contato utilizando o telefone de Jucineide para avisar sobre o acidente.

(foto reprodução) - "Na hora eu pensei que fosse trote. A Jucineide não havia comentado sobre viagem de carro e nem postado nada no Instagram, então havia esperança de ser engano", relembrou.
A partir daquele momento, familiares iniciaram uma verdadeira corrida contra o tempo em busca de informações. Foram feitos contatos com bombeiros, Polícia Rodoviária, hospitais e unidades de saúde da região, mas as respostas demoraram a chegar.
Enquanto isso, parentes se deslocaram até o local do acidente. O filho de Vitérico saiu de Cuiabá em direção à rodovia e, por coincidência, um dos irmãos de Juh estava em uma fazenda próxima a Barra do Bugres e conseguiu chegar rapidamente ao cenário da tragédia.
Segundo a irmã, naquele momento ainda havia esperança.
"Ele chegou a conversar com nossa irmã Jucineide. Ela o reconheceu, falou com ele, estava consciente, com escoriações, pé fraturado, mas viva e isso nos deu esperanças."
Vitérico, porém, não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local do acidente.
As informações repassadas aos familiares indicavam que Jucineide estava consciente e seria transferida para Cuiabá, onde receberia atendimento especializado. A previsão era de que ela chegasse durante a madrugada de sábado.
No entanto, a transferência nunca aconteceu.
"Esperei, mas ela não chegou. Soubemos pelo filho do meu cunhado Maluf que ela não resistiu e precisou voltar para Nova Olímpia", contou a irmã.

(foto reprodução) - Sem acreditar na notícia, a família tentou contato com unidades de saúde de Nova Olímpia e Tangará da Serra, mas enfrentou dificuldades para obter confirmações oficiais.
"Nem dormi. Ao amanhecer tivemos o retorno e a confirmação do falecimento dela."
Além da dor da perda, os familiares tiveram que lidar com a difícil missão de comunicar a tragédia à mãe de Juh. A intenção inicial era aguardar informações mais precisas, mas a notícia acabou chegando antes por meio de mensagens compartilhadas por conhecidos e por publicações que já circulavam na internet.
"Não consigo imaginar a dor dela, a dor de uma mãe ter que sepultar um filho. Não seria o normal, digamos assim. Está sendo muito difícil para a família. Existem dores que só Deus para confortar."
O velório e o sepultamento ocorreram em Cáceres, cidade que ocupava um lugar especial na vida da atleta. Foi ali que ela nasceu, construiu sua história, formou sua família e viveu grande parte de sua trajetória ao lado de Vitérico.
"Minha irmã amava Cáceres. Foi a cidade onde nasceu, viveu sua juventude, teve seus filhos e encontrou o Maluf, que amava muito."
O casal foi velado e sepultado junto, cercado por familiares, amigos e pessoas que acompanharam sua trajetória.
Ao recordar a irmã, a familiar destacou a personalidade marcante de Juh e a felicidade que ela vivia nos últimos anos.
"Minha irmã Jucineide, ou Juh, como ela gostava de ser chamada, sempre foi muito sorridente, sociável, fazia amizade com todo mundo, trabalhadora desde os 15 anos de idade, firme e decisiva."

(foto reprodução) - Ela também lembrou que a atleta atravessava uma das fases mais felizes da vida.
"Ela vivia a melhor fase da vida e no amor, na companhia dos seus dois filhos e do esposo, com quem viveu seus últimos anos com muita felicidade e parceria."
Apaixonada por esportes, festas e momentos de confraternização, Juh deixa um legado de alegria, amizade e inspiração para todos que conviveram com ela. Mãe de uma adolescente de 17 anos e de um menino de 12, era reconhecida pela dedicação à família e pelo carinho com que conduzia a vida ao lado dos filhos e do marido. A partida repentina do casal deixou uma profunda tristeza em Cáceres, cidade onde construíram sua história e conquistaram o carinho de inúmeras pessoas.
"Praticava esporte, amava festa e se divertir. Com certeza deixa muita saudade."
Comentários: