O combatente militar Arison Benevides White, natural de Cáceres (220 km de Cuiabá), que serve no exército da Ucrânia na disputa contra a Rússia, foi violentamente agredido em um curso de reciclagem no país europeu. Segundo relatos de companheiros, o “Periquito”, como é conhecido, teria sido vítima de um dos instrutores durante esta semana.
Um dos companheiros registrou o cacerense fardado, carregando armamento e já caído no chão após ser supostamente atingido por uma pedrada na nuca. Sem apresentar movimentos após o golpe, Periquito é socorrido por colegas durante uma confusão de gritos, xingamentos e tentativas de agressão entre outros integrantes.
O episódio gerou revolta de entre outros soldados. “Filha da p*ta. É veterano de guerra. You killed him”, disparou um dos militares, afirmando que o instrutor teria matado Arison. No entanto, as informações são de que ele está hospitalizado em estado grave.

(foto reprodução) - Após o ataque, companheiros de batalha de Arison publicaram um vídeo nas redes sociais relatando a dinâmica da agressão. Eles acusaram uma brasileira do Rio de Janeiro, chamada Yasmim, que estaria na Ucrânia desde 2024 mesmo sem participar de nenhuma missão, de abusar da posição hierárquica e exigir que Periquito e outros colegas “pagassem” flexões.
Diante da negativa do grupo, que seria composto por soldados mais experientes, ela teria empurrado e xingado o cacerense. Em seguida, o marido dela, chamado Alim, teria acertado a pedrada na vítima pelas costas.
“O moleque não sabe nem onde está ou o que está acontecendo com ele. Perguntando o que está acontecendo. Uma covardia dessas”, relataram os companheiros indignados. “Isso não vai ficar impune. A gente vai atrás de todo mundo para pagarem pelo que fizeram”, declararam.

(foto reprodução)
Soldado voluntário
Arison Benevides White foi um dos primeiros brasileiros a se alistar no exército ucraniano, ainda no início de 2023, e já atuou na linha de frente em cidades como Bakhmut, um dos principais palcos de batalha da guerra que começou em 2022. Periquito também foi influência para que mais brasileiros se alistassem.
Em relatos anteriores à imprensa, o cacerense comentou que se interessou pelo militarismo por influência de um parente que é policial militar em Mato Grosso. Durante os anos de serviço no país europeu, ele relatou danos psicológicos por ter presenciado colegas morrerem em campo.
Veja o vídeo (atenção, imagens fortes):
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