A secretária de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso, Suzane Tamanho, afirmou, nesta sexta-feira (24), que a Base Integrada de Segurança na Terra Indígena Sararé deve ser entregue em até 90 dias. A declaração foi dada durante a cerimônia de posse de novos policiais civis, ao ser questionada sobre a atuação das forças de segurança na região de Pontes e Lacerda, após a visita do pré-candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão), ao município.
(foto reprodução) - De acordo com a secretária, a atuação do Governo de Mato Grosso está concentrada no reforço da segurança no entorno da Terra Indígena Sararé, enquanto as ações dentro da área são de competência da Polícia Federal e da Força Nacional de Segurança. Além disso, ela declarou que a construção da Base Integrada de Segurança está em andamento e que a expectativa é concluir ainda este ano.
"Em breve, em sessenta, no máximo noventas dias, a gente entrega a Base de Segurança do Sararé. Em agosto, vou voltar novamente a Pontes e Lacerda para acompanhar as obras", disse.
A secretária também informou que o Estado mantém operações permanentes na região desde o início do ano, com reforço de efetivos da Força Tática, Rotam, Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e da Polícia Civil.
Tamanho destacou ainda que o governo estadual participou de ações conjuntas com órgãos federais durante operações de desintrusão na Terra Indígena.
"Estávamos com o Ibama, Casa Civil do Governo Federal, Força Nacional e Polícia Federal. Já fizemos várias tratativas com a Polícia Federal, especialmente porque é competência dela atuar nessa área, para fazermos uma força-tarefa conjunta. Nós cuidamos do entorno, e a Polícia Federal, com a Força Nacional, fará esse reforço dentro da terra indígena", declarou.
Garimpo ilegal

(Registro da megaoperação na Terra Indígena Sararé em maio deste ano) - Conforme publicado pelo
, há anos, a Terra Indígena Sararé tem sido alvo de operações federais no combate ao garimpo e desmatamento ilegal e também de organizações criminosas que atuam na região.
Em maio deste ano, uma megaoperação com agentes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional, Exército, Ibama e Funai encontrou e destruiu 23 bunkers utilizados pelo garimpo ilegal, gerando um prejuízo de R$ 63 milhões aos garimpeiros.
De acordo com as equipes da força-tarefa, os bunkers foram construídos com a finalidade de ocultação e permanência prolongada no local, indicando planejamento prévio dos garimpeiros.
De acordo com o Governo Federal, a desintrusão na Terra Indígena Sararé não possui data final. O objetivo é seguir com o trabalho até que a segurança e o usufruto da terra sejam resguardados.
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