A Arquidiocese de Cuiabá repudiou a destruição de uma imagem de Nossa Senhora Aparecida encontrada sem a cabeça na chamada Cruz do Chilão, no bairro Santa Helena, em Cuiabá.
O episódio foi registrado na noite de sexta-feira (25) e ganhou repercussão por atingir um dos pontos tradicionais da religiosidade popular da Capital. Em nota assinada pelo administrador arquidiocesano, padre Deusdedit Monge de Almeida, a Igreja afirmou que símbolos, espaços sagrados e manifestações de fé de todas as tradições religiosas devem ser respeitados.
“Repudiamos toda forma de intolerância religiosa, vandalismo e violência contra símbolos de fé”, diz o documento.
(foto reprodução)- A Arquidiocese também lembrou que a liberdade de consciência, crença e culto é assegurada pela Constituição e afirmou esperar que o caso seja investigado, com identificação e responsabilização dos envolvidos.
A manifestação ocorre às vésperas de 12 de outubro, data dedicada a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.
A Cruz do Chilão, onde a imagem foi encontrada danificada, é um marco histórico e religioso de Cuiabá e reúne referências ligadas tanto ao catolicismo quanto às tradições de matriz africana.
Procurada, a Polícia Civil informou que não encontrou registro de ocorrência relacionado ao caso.
Questionado sobre a disputa política nacional envolvendo a devoção à santa, padre Deusdedit preferiu não entrar no embate eleitoral e remeteu ao posicionamento da CNBB, que rejeita o uso de informações falsas envolvendo a Igreja para favorecer ou prejudicar candidaturas.
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