Inconformado com a aliança entre o PL e o MDB, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que não pedirá votos para o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), mas também não fará campanha para o correligionário Wellington Fagundes, candidato ao Palácio Paiaguás.
(foto reprodução) - Na avaliação de Abilio, ao se aliar ao MDB de Janaina Riva e receber o apoio do senador Jayme Campos (União Brasil), Wellington está sepultando as chances de vencer a disputa pelo Governo do Estado. "Não ganhará o Governo do Estado de Mato Grosso. Quanto mais juntar porcaria num grupo só, menos chance tem de ganhar. Se a intenção é perder, continua juntando essa turma toda aí", disparou Abilio.
O prefeito se reuniu nesta terça-feira com o presidenciável Flávio Bolsonaro e com o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, que decidiram manter a aliança com o MDB.
Apesar disso, segundo Abilio, ambos garantiram que ele poderá manter a neutralidade na disputa pelo Governo do Estado, mas vetaram que peça votos para candidatos de outras chapas ao governo ou ao Senado, sob pena de responder por infidelidade partidária. Wellington, por sua vez, tem pregado diálogo e busca pelo consenso.
Diante disso, o prefeito afirmou que concentrará sua atuação na campanha de Flávio Bolsonaro, do deputado federal José Medeiros, candidato ao Senado, e da esposa, Samantha Iris.
"A legalidade diz o seguinte: eu não sou obrigado a pedir voto para os que estão aliados ao MDB, fazendo aquele conchavo. Não sou obrigado a fazer isso. A única coisa que eu não posso, pela legalidade, é pedir voto para qualquer outro candidato que não esteja dentro do PL", frisou.
Questionado especificamente sobre Wellington, Abilio confirmou que, embora mantenha uma boa relação com o senador, não pedirá votos para o correligionário como forma de demonstrar seu descontentamento com a aliança firmada pelo partido.
Ele ponderou ainda que, como cidadão, escolherá candidatos de direita para o Governo do Estado e para a segunda vaga ao Senado, mas ressaltou que não tornará essa preferência pública.
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