O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pretende indicar Gianni Infantino, presidente da Fifa, para o cargo de secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), segundo revelou o jornal norte-americano The New York Post.
De acordo com a publicação, Trump acredita que o dirigente suíço “é respeitado por todos ao redor do mundo” e possui uma habilidade especial para unir pessoas de diferentes países. A informação foi repassada ao jornal por uma fonte próxima ao presidente dos Estados Unidos.
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Relação entre Trump e Infantino se fortaleceu antes da Copa de 2026
A aproximação entre Trump e Infantino ganhou força nos últimos anos, especialmente durante os preparativos para a Copa do Mundo de 2026, sediada por Estados Unidos, Canadá e México. O presidente da Fifa participou de diversos eventos ao lado do republicano e chegou a entregar a Trump o Prêmio da Paz da entidade.
A eleição do próximo secretário-geral da ONU está prevista para dezembro deste ano. Para assumir o cargo, o candidato precisa obter o apoio dos 15 membros do Conselho de Segurança, sem sofrer veto de nenhum dos cinco integrantes permanentes.
Aliado de Trump elogia perfil de Infantino
O diplomata ítalo-americano Paolo Zampolli, enviado especial de Trump para parcerias globais, afirmou ao Post que apenas o presidente norte-americano teria uma ideia “tão genial”.
“Gianni faria um ótimo trabalho. Ele é querido por todos. Um secretário-geral precisa administrar 193 Estados-membros. Na Fifa, ele lidera mais de 200 associações nacionais, e seu histórico mostra que sabe administrar uma organização global”, declarou.
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Indicação pode impactar expectativa da América Latina
Caso a candidatura avance, a indicação de Infantino pode interromper a expectativa de que o próximo secretário-geral da ONU seja um representante da América Latina ou do Caribe. A região não ocupa o cargo desde o peruano Javier Pérez de Cuéllar, que comandou a organização entre 1982 e 1991.
Infantino ainda não comentou possível candidatura
(foto reprodução) - Segundo o jornal norte-americano, a proposta surge em um momento de insatisfação de Trump com a atuação da ONU na mediação de conflitos internacionais. A avaliação do presidente é que a escolha de Infantino poderia contribuir para uma reaproximação entre os Estados Unidos e a organização.
Infantino, por sua vez, ainda não comentou a publicação. O dirigente confirmou que disputará a reeleição para a presidência da Fifa, cujo pleito está marcado para março de 2027.
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