O São Paulo anunciou neste sábado (20) o desligamento de Rui Costa do cargo de executivo de futebol. A decisão partiu do presidente Harry Massis e ocorre em meio a um cenário de desgaste interno, críticas da torcida e divergências nos bastidores envolvendo os rumos do departamento de futebol. Já Rafinha, gerente esportivo, segue no clube.
Em nota oficial, o clube confirmou a saída do dirigente, que ocupava a função desde 2021. "O São Paulo Futebol Clube comunica o desligamento do executivo de futebol Rui Costa, que estava no cargo desde 2021. O clube agradece ao profissional pelos anos de dedicação e deseja êxitos na sequência de sua carreira", publicou o Tricolor.
A pressão sobre Rui Costa vinha crescendo há meses. Internamente, sua condução de decisões importantes no futebol passou a ser questionada, especialmente após a saída de Hernán Crespo e a aposta em Roger Machado. A passagem do treinador foi curta e terminou com nova troca no comando técnico, abrindo caminho para a chegada de Dorival Júnior.

(foto reprodução) - Outro fator que contribuiu para o desgaste foi a repercussão das declarações dadas por Rui Costa após a demissão de Roger Machado. Na ocasião, o executivo afirmou que a contratação do treinador havia sido uma decisão tomada em conjunto pela diretoria. Nos bastidores, parte dos dirigentes interpretou o posicionamento como uma tentativa de dividir responsabilidades e proteger sua imagem, o que gerou incômodo dentro do clube.
A saída do dirigente também reflete a pressão exercida por diferentes grupos ligados ao São Paulo. Além das cobranças da torcida, aliados e setores da oposição passaram a questionar a condução do futebol em um período marcado por instabilidade e mudanças frequentes.
Apesar da avaliação de que a troca exigirá novos investimentos para a contratação de um substituto, a diretoria entendeu que a pausa para a Copa do Mundo representa o momento mais adequado para promover a mudança. A avaliação interna é de que Dorival Júnior já começou a implementar sua identidade no elenco, enquanto o calendário oferece tempo para a definição de um novo nome para comandar o departamento de futebol.
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