A filha do presidente do Ceará, João Paulo Silva, recebeu um pacote com uma bomba e uma carta com ataques ao dirigente durante uma aula no curso de teatro. O incidente ocorreu na quinta-feira (25), e a jovem teve um ataque de pânico após receber o material.
O clube instaurou inquérito policial na Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) para apuração dos fatos. Fortaleza, Ferroviário e a Federação Cearense de Futebol (FCF) também repudiaram a ameaça sofrida pela filha de João Paulo Silva.

(foto reprodução - Presidente do Ceará, João Paulo Silva)
Reação do presidente
Nas redes sociais, João Paulo Silva afirmou que o episódio se soma a outras ações contra ele e sua família. "Esse é só mais um que se soma aos vários que já fizeram a mim e à minha família. Eu sou presidente do Ceará. Aguento as porradas, o meu cargo exige isso. Mas mexeram com inocentes. E isso tudo somente pelo poder. Essa covardia não pode ser considerada normal. Já estou tomando as devidas providências legais pra proteger a minha família e o Ceará Sporting Club", declarou o dirigente.
Na quarta-feira (24), o presidente já havia publicado um desabafo sobre a política interna do clube. "Pessoas que eram para dar exemplo dentro do clube, pessoas que têm nível, mas que estão fazendo algo de forma muito contra o clube, e vai chegar uma hora que eu vou dar o nome de todas essas pessoas, para as pessoas que estão fora saberem o que estão fazendo. Eu posso ter meus defeitos e reconheço, mas eu exijo respeito. Eu nunca vou jogar baixo como jogam comigo. É até um desabafo porque é um caminho muito errado, pessoas que querem assumir o clube fazendo essas práticas. Eu acho que não é o caminho, o Ceará não precisa disso. Eu fui eleito pela democracia do clube. Querendo, achando ruim ou não, mas eu não fui eleito por favor, os conselheiros foram lá e me elegeram, então quem não aceita isso tem que respeitar", afirmou.
(reprodução)
Nota do Ceará Sporting Club
Em nota oficial, o clube "repudia atos criminosos cometidos contra o presidente João Paulo Silva e seus familiares ocorridos nesta quinta-feira (25). Diante dos graves episódios, entre os quais o envio de uma bomba endereçada à filha do dirigente alvinegro, o clube repudia de forma veemente qualquer manifestação de violência, ameaça ou intimidação, independentemente de sua motivação".
O Ceará informou ainda que "não é a primeira vez que o presidente e sua família são alvos de ações dessa natureza" e que "esses acontecimentos revelam o que há de mais condenável em nossa sociedade e utilizam o futebol como pretexto para a prática de crimes como ameaça, injúria, perseguição, exposição a perigo e exposição indevida da vida privada".
O contexto de tensão com parte da torcida antecede o episódio desta quinta-feira. Há protestos recentes em frente à sede do clube, em Porangabuçu, em uma das ocasiões interrompidos pela polícia com bombas de efeito moral. Imagens que circularam nas redes sociais mostraram torcedores pedindo para encerrar o conflito diante da presença de crianças no local.
Na temporada, o Ceará foi eliminado de quase todas as competições disputadas e segue apenas na Série B do Campeonato Brasileiro, onde enfrenta o Juventude neste domingo (28), às 16h, no Estádio Alfredo Jaconi.
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