Apesar do cenário turbulento fora das quatro linhas, com o afastamento de Textor no controle da SAF, o Botafogo demonstrou resiliência e encerrou o mês de abril em alta, superando o Independiente Petrolero-BOL por 3 a 0, nesta terça-feira.
A vitória no Estádio Nilton Santos, válida pela terceira rodada da Sul-Americana, mantém o alvinegro invicto no Grupo E da competição. A equipe carioca mostrou domínio e eficácia, garantindo um resultado expressivo para sua campanha continental.
O que aconteceu
- O Botafogo venceu o Independiente Petrolero-BOL por 3 a 0, mantendo a invencibilidade na Copa Sul-Americana.
- A equipe carioca demonstrou domínio tático e marcou com Mateo Ponte, Montoro e Newton.
- Com esta vitória, o Botafogo encerra abril com seis vitórias e três empates em nove jogos, liderando seu grupo na competição continental.
Com paciência e estratégia, o Botafogo trabalhou a bola, buscando espaços na defesa adversária. Mateo Ponte, em uma aparição surpreendente na área, abriu o placar ainda no primeiro tempo. O domínio na posse de bola forçou a retranca boliviana a sair da zona de conforto, permitindo que Montoro ampliasse. Já na reta final, um contra-ataque letal resultou no gol de Newton, que selou a vitória.
O resultado positivo encerrou o mês de abril para o Botafogo com um saldo altamente favorável. Em um total de nove jogos, abrangendo o Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil e a Copa Sul-Americana, a equipe conquistou seis vitórias e três empates. Na competição continental, o clube alvinegro lidera o Grupo E com sete pontos, podendo assegurar a primeira colocação já na quarta-feira, dependendo do desempenho do Caracas-VEN contra o Racing-ARG.
Como o botafogo construiu a vitória?
Desde o apito inicial, o Botafogo impôs seu ritmo de jogo. Controlando a posse de bola, a equipe trabalhou no campo de ataque, buscando incessantemente uma brecha na defesa boliviana. A persistência foi recompensada aos 14 minutos, quando Alex Telles cruzou para Mateo Ponte, que surgiu como elemento surpresa e empurrou para as redes, inaugurando o placar.
Pouco antes do gol, em uma tentativa de chamar o Petrolero para o seu campo, o goleiro Neto quase se complicou na saída de bola, gerando vaias da torcida. Contudo, o gol de abertura reverteu a situação, e o apoio das arquibancadas se tornou imediato e incisivo.
Mesmo com a vantagem, o Botafogo enfrentou dificuldades para penetrar na área adversária, que se defendia com uma linha de cinco jogadores. O jogo permaneceu travado, e Kadir emergiu como principal válvula de escape. O atacante, em velocidade, cruzou rasteiro para Arthur Cabral, que, em uma tentativa de finalizar, desperdiçou uma clara oportunidade. Já no final do primeiro tempo, Kadir novamente serviu Medina para um possível segundo gol, mas o lance foi anulado por impedimento na origem da jogada.
Segundo tempo e a consolidação da vitória
Após o intervalo, o Botafogo manteve sua postura ofensiva, encontrando maior facilidade para transpor a defesa boliviana. O time criou diversas oportunidades, com Kadir e Montoro sendo interceptados pelo goleiro Gutiérrez. Em uma das investidas, Palma evitou o gol de Edenilson ao tirar a bola em cima da linha. A pressão botafoguense culminou no segundo gol aos 16 minutos: Alex Telles cobrou falta direta, Gutiérrez espalmou, e Montoro aproveitou o rebote para ampliar o marcador.
Com a desvantagem de dois gols, o Independiente Petrolero foi forçado a adotar uma postura mais ofensiva. Embora tenha equilibrado a posse de bola e atacado com mais frequência, a equipe boliviana abriu espaços na defesa, prontamente explorados pelo Botafogo para sacramentar a vitória. Aos 31 minutos, em um contra-ataque rápido, Chris Ramos lançou Newton, que invadiu a área e finalizou cruzado, marcando o terceiro gol. Nos minutos finais, Marçal quase transformou o placar em goleada, mas sua finalização carimbou a trave, um detalhe que não alterou a importância da vitória.
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