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Quinta-feira, 07 de Maio de 2026
Unemat investiga a forma e a qualidade do espaço urbano nas novas cidades de Mato Grosso.

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Unemat investiga a forma e a qualidade do espaço urbano nas novas cidades de Mato Grosso.

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A universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) desenvolve, desde 2024, a pesquisa “Morfologia Urbana das Novas Cidades Mato-grossenses”. O estudo investiga como o desenho das novas cidades, consolidados após 1980, podem influenciar diretamente a qualidade de vida e a interação social de seus habitantes.

O foco central da análise é a forma urbana das novas cidades, especialmente o desenho das quadras, áreas de lazer e preservação e a fragmentação causada por rodovias, além das limitações causadas pela fronteira agrícola.

Coordenado pelo professor Sérgio Dias Maciel, doutor em Arquitetura e Urbanismo, com a participação dos professores colaboradores, Gisele Carignani, doutora em Urbanismo e Caio Cesar Tomaz de Oliveira, mestre em Arquitetura e Urbanismo, o projeto gera um banco de dados científicos para discussão nas atividades didáticas, sobre morfologia urbana e recursos digitais no ensino, em Arquitetura e Urbanismo, que podem servir para outras áreas como Engenharia Civil e Geografia da instituição, além de servir como material de análise para subsidiar Planos Diretores Municipais.

Barreiras físicas e sociais

Segundo Maciel, a configuração do desenho das cidades, pode definir o nível de qualidade das relações sociais entre seus habitantes. Em alguns casos, “estradas que cortam o meio de cidade, separam bairros e podem gerar desigualdade de infraestrutura e exclusão”, explica o coordenador, citando exemplo de como ocorreu com a rodovia MT-246 em Barra do Bugres, município sede do curso de Arquitetura e Urbanismo da Unemat. Ele aponta ainda que a proximidade imediata com lavouras limita a expansão urbana e pode trazer riscos biológicos, como a exposição a agrotóxicos e incêndios sazonais.

Metodologia e tecnologia

(Querência é um dos 51 municípios estudados  - Infográfico: acervo Morfologia Urbana das Novas Cidades Mato-grossenses)

A pesquisa utiliza ferramentas de geoprocessamento com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE), Instituto de terras de Mato grosso (Intermat) e MapBiomas. Por meio de análise temporal com imagens de satélite, o grupo observa o crescimento de manchas urbanas, desde a década de 1980 e mapeia a localização de equipamentos públicos como prefeitura, câmara de vereadores e fórum para entender a distribuição de poder no espaço urbano, entre outros dados.

Impactos práticos para a gestão pública

O estudo oferece análises que podem impactar a produção do espaço urbano nas cidades:

Eficiência no planejamento: Diagnóstico das características físicas e morfológicas do espaço urbano. O estudo pode trazer análises sobre o relevo, o parcelamento de solo e o desenho das quadras, que podem otimizar gastos com redes de água, esgoto, iluminação e transporte.

Segurança viária: Análise de rodovias que cortam a malha urbana e trazem riscos a circulação da população. O estudo pode sugerir a criação de passarelas ou relocação de equipamentos públicos.

Saúde e Meio Ambiente: Mapeamento do limite entre a cidade e a produção agrícola. O estudo pode sugerir a criação de zonas de amortecimento entre as áreas urbano/agrícola, a criação de novas áreas verdes e de lazer.

Equidade social: Identificação da localização dos prédios públicos e áreas públicas. A pesquisa pode avaliar o impacto do distanciamento desses locais no atendimento ao cidadão, apontando onde a ausência de serviços ou de espaços de convivência podem prejudicar a qualidade de vida dos moradores. O estudo pode oferecer diretrizes para a reserva de áreas destinadas a futuros equipamentos públicos em regiões desassistidas.

FONTE/CRÉDITOS: Hemilia Maia - foto reprodução - Vista aérea de Matupá (MT) (Foto: acervo prefeitura de Matupá)
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