Em entrevista ao podscat do jornalista Antero Paes de Barros, o ex-procurador e ex-governador Pedro Taques (PSB) afirmou que a corrupção em Mato Grosso envolve "agentes do Estado e elite econômica".
Ele foi abordado sobre as denúncias de que houve desvio de R$ 308 milhões de um acordo de restituição de cobranças tributárias da telefônica Oi S/A.
Esse acordo, agora, é contestado na Justiça, tanto pelo teor da negociação quanto pelo caminho do dinheiro
Em resposta, Taques não economizou termos fortes e afirmou que o rumoroso Caso Oi aponta para a atuação de uma “organização criminosa” dentro do Palácio Paiaguás.
O ex-governador explicou que, particularmente, tem o conceito de que facção não deve se restringir apenas a grupos pobres e pretos.
Mas, também, deve atingir “ricos em condomínios fechados”, que, segundo ele, "utilizam a máquina pública para enriquecimento ilícito".
"É uma facção criminosa que está nos bairros mais ricos, uma facção criminosa que domina determinados sistemas do Estado”, disse.
E completou: "O chefe da Casa Civil não viu? O governador não viu? Se isso não é uma facção, temos que abolir a lei”.
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