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Sexta-feira, 22 de Maio de 2026
PJC cumpre mandados contra facção criminosa envolvida com transporte de cocaína da fronteira ao norte de MT.

Policial

PJC cumpre mandados contra facção criminosa envolvida com transporte de cocaína da fronteira ao norte de MT.

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (22), a Operação Vinculum Sanguinis para desarticular um grupo criminoso investigado por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Sinop e municípios da região norte do Estado. Ao todo, foram expedidas 23 ordens judiciais contra integrantes da facção.

A ação é conduzida pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop e cumpre um mandado de prisão preventiva, três mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de 11 contas bancárias que somam mais de R$ 1,2 milhão. Também foram determinados o sequestro de três veículos e cinco imóveis.

(foto reprodução) - As ordens judiciais são cumpridas em Sinop, Cláudia, Cuiabá e Várzea Grande, com apoio da GCCO/Draco da Capital. Segundo a Polícia Civil, o grupo era responsável pelo transporte de grandes carregamentos de cocaína da região de Pontes e Lacerda, na fronteira com a Bolívia, até o norte mato-grossense.

Até o momento, a operação resultou na apreensão de mais de 25 tabletes de pasta base de cocaína e dinheiro em espécie, cujo valor ainda será contabilizado. Três pessoas já foram presas, uma por mandado judicial e duas em flagrante por tráfico de drogas.

As investigações começaram em outubro de 2025, após a prisão de dois suspeitos em Cláudia com um quilo de pasta base de cocaína. Conforme a Draco, o caso, inicialmente tratado como um flagrante isolado, revelou uma estrutura criminosa organizada para o transporte sistemático de entorpecentes ao longo de mais de 700 quilômetros.

Durante as apurações, os investigadores identificaram que o grupo utilizava rotas entre Pontes e Lacerda e Sinop para abastecer o tráfico na região norte do Estado. Em março deste ano, a Draco já havia apreendido 525 quilos de cocaína e pasta base ligados à mesma organização criminosa durante a Operação Aurora Pantaneira.

Além do tráfico, a polícia aponta que os investigados utilizavam empresas, familiares e terceiros para ocultar recursos obtidos com o crime. O esquema envolvia movimentações financeiras consideradas suspeitas e uso de “laranjas” para esconder patrimônio.

(foto reprodução) - As medidas patrimoniais determinadas pela Justiça ultrapassam R$ 3,2 milhões em bens bloqueados e sequestrados, incluindo apartamentos, terrenos e uma residência em Cuiabá e Várzea Grande. Entre os alvos estão duas empresas, dos setores de segurança eletrônica e metalurgia.

De acordo com o delegado Eugênio Rudy Junior, responsável pelo caso, a investigação revelou uma organização estruturada, com divisão de funções e forte ligação familiar entre os integrantes.

“O grupo utilizava vínculos familiares e relações de confiança para movimentar dinheiro e ocultar patrimônio oriundo do tráfico de drogas”, afirmou o delegado.

O nome da operação, “Vinculum Sanguinis”, significa “laço de sangue”, em latim, em referência à relação familiar existente entre os integrantes da facção criminosa.

FONTE/CRÉDITOS: PJC MT - foto reprodução
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