A personal trainer Débora Sander expôs, em suas redes sociais nesta quinta-feira (12), os estupros maritais e agressões ao longo do relacionamento com o investigador da Polícia Civil de Mato Grosso, Sanderson Ferreira de Castro Souza. Ele deixou a prisão após decisão da Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso que reduziu a pena imposta a ele.
Inicialmente, o policial foi condenado a 15 anos de prisão por lesão corporal e estupro contra a ex-esposa, mas a Corte revisou a dosimetria da pena após absolvê-lo do delito ligado a violência sexual. Na live, a profissional expôs que ele a dopava para cometer o crime, além de dizer que ela tinha obrigação de fazê-lo sentir prazer com um "cintaralho" e outros apetrechos, como consolos e vibradores.
Ela afirmou ainda que era obrigada a utilizar acessórios sexuais contra a própria vontade e que o ex-companheiro a intimidava com arma de fogo. “Ele sempre gostou que eu comesse ele com essa cinta, porque era minha obrigação, e detalhe, essa cinta que eu deixei aí pra vocês, se eu não usasse, já ia dar merda, porque ele falava pra mim, ‘você é minha esposa, você é minha mulher, você tem que me fazer gozar’. Só que ele só gozava com trenzão”, explanou.
Nas imagens, ela mostra brinquedos de até 20 centímetros pretos e rosas, além de lubrificantes. Debora revelou também que o ex-marido gostava de "leitinho na boca" se referindo ao semêm de outros homens. “Aí vocês viram aí que eu mostrei os acessórios que o machão usava. Ele levava os machos pra gozar na boca dele com a desculpa de que era pra mim. Eu era ameaçada, que ele ia tirar a vida do meu filho, que ele ia tirar a minha vida, me mostrava a arma, dava tiro pra cima”, recordou.

(foto reprodução)
DECISÃO PÓS-SOLTURA
Débora disse que inicialmente não havia detalhado essa parte dos relatos em seu depoimento formal por orientação jurídica, e pela delegada Judá Maali Pinheiro Marcondes, alegando que as provas já reunidas seriam suficientes para a investigação. Ela afirmou que a decisão de expor publicamente os detalhes ocorreu após a soltura do ex-marido.
“Elas sabiam, eu mostrei pra elas e elas falaram não, Débora, com o que a gente já tem aqui de provas, somente a sua palavra, não vai ser necessário você entrar nesse tipo de exposição. E eu assim o fiz. Mas, como pra este Brasil a lei não vale pra nada, então eu estou aqui novamente me expondo e mostrando como que eram os tipos de estupro marital que eu sofri durante esses anos”, disparou.
Desacreditada da Justiça, Débora ainda ironizou os escândalos de vendas de sentenças ocorridos em Mato Grosso em 2025 e o afastamento do ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), por assédio sexual. “Num país onde se vende sentença, ou num país onde ministro é afastado, aposentado, né? Então, assim, a gente não pode esperar mais nada do judiciário”, desabafou.
Por fim, Débora também acusou a defesa de Sanderson de tentar desqualificar seu depoimento. Ela citou nominalmente o advogado Ricardo Monteiro, que representa o policial, e afirmou que pretende divulgar a íntegra de seu depoimento e documentos do processo.
A personal trainer declarou que teme por sua segurança e pela de sua família. “Dr. Ricardo, você não vai me parar, você só ganhou um tempo pro seu cliente fugir, mas da Justiça divina, ele não foge, não. E eu vou mostrar pra todo mundo, provar pra todo mundo, tudo o que vocês fizeram, todas as armações”, garantiu.
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