O senador José Lacerda (PSD), único integrante da bancada de Mato Grosso no Senado que não assinou o requerimento para criação da CPI do Banco Master, afirmou que pretende estudar o caso antes de se posicionar. Além disso, negou ter sido pressionado pela base governista para não assinar.
“Eu estou indo para Brasília nesta semana e vou estudar o processo. Não vejo dificuldade em assinar, mas preciso conhecer os fatos para tomar a decisão. Esse é um posicionamento pessoal. De maneira nenhuma houve pressão da base governista para assinar ou deixar de assinar o requerimento”, disse José Lacerda, que é suplente do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD), ao
.
A CPI do Banco Master, que conta com apoio da maioria da bancada de Mato Grosso, tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado, já enfrenta resistência do Centrão, segundo reportagem do Metrópoles, parceiro do
. Isso porque parte do grupo mantém proximidade com Daniel Vorcaro, dono da instituição.
A possível instalação da CPI ganhou fôlego com a segunda fase da Operação Compliance Zero. A Polícia Federal apura um esquema de fraudes ligado ao Banco Master.
Após as denúncias, foram apresentados diversos requerimentos de criação de comissões nas duas Casas do Congresso. Na Câmara, o principal é de autoria do deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), enquanto, no Senado, um requerimento foi apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE).
Assinaturas
Da bancada mato-grossense, os deputados federais Coronel Assis (União Brasil), Coronel Fernanda (PL), Gisela Simona (União Brasil), José Medeiros (PL), Juarez Costa (MDB), Nelson Barbudo (PL) e Rodrigo da Zaeli (PL) apoiam a instalação da CPI. No Senado, o pedido conta com as assinaturas dos senadores Jayme Campos (União Brasil) e Wellington Fagundes (PL).
Ao
, Emanuelzinho, único deputado federal a não assinar o requerimento, justificou seu posicionamento. Segundo ele, a extrema-direita pretende transformar a CPI do Banco Master em “palanque eleitoreiro”.
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