Uma extensa faixa de fronteira, estradas vicinais, rotas terrestres e caminhos fluviais transformam Cáceres e toda a Região Oeste em uma área estratégica para a segurança pública de Mato Grosso. É nesse cenário, marcado pela proximidade com a Bolívia e pela atuação de organizações criminosas em diferentes rotas, que Túlio Fontes (MDB), candidato a deputado estadual, defende o reforço da estrutura policial, mais tecnologia e uma integração permanente entre as forças de segurança para enfrentar o tráfico de drogas, o crime organizado e os delitos praticados na faixa de fronteira.
A própria estrutura da Secretaria de Estado de Segurança Pública reconhece a necessidade de uma atuação diferenciada nessa região. O Grupo Especial de Segurança de Fronteira, o Gefron, tem entre suas atribuições integrar ações com órgãos estaduais e federais, acompanhar operações realizadas na fronteira Oeste e aperfeiçoar o planejamento conjunto. Documentos oficiais do Estado também apontam que a faixa de fronteira de Mato Grosso com a Bolívia possui centenas de quilômetros, além de estradas clandestinas, rios e áreas de difícil acesso que aumentam a complexidade da fiscalização e exigem investimentos constantes em inteligência, equipamentos e presença das forças de segurança.
“Não existe qualidade de vida nem desenvolvimento sem segurança. Quero trabalhar para fortalecer as forças de segurança em Cáceres e em toda a Região Oeste, buscando mais estrutura, tecnologia, equipamentos e melhores condições para quem está nas ruas protegendo a nossa população”, afirmou Fontes.
A estrutura de segurança da fronteira já recebe investimentos públicos. Em 2026, o Governo de Mato Grosso abriu licitação para reforma e ampliação do Posto do Limão do Gefron, localizado na BR-070, em Cáceres, unidade considerada estratégica para o controle de uma das principais rotas de entrada e saída da região fronteiriça. Fontes defende que iniciativas como essa sejam acompanhadas de novos investimentos e, principalmente, de maior capacidade de compartilhamento de informações entre os órgãos responsáveis pelo combate ao crime.
Para o candidato, não basta aumentar o número de operações pontuais se não houver uma rede permanente de atuação entre Polícia Militar, Polícia Civil, Gefron, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal e demais instituições que trabalham na região. A proposta defendida por Fontes é fortalecer a inteligência policial, ampliar o uso de tecnologia e criar condições para que informações sobre rotas, suspeitos, veículos e organizações criminosas sejam utilizadas de maneira mais rápida e coordenada pelas diferentes forças. “Também precisamos ampliar a inteligência e a integração entre as forças policiais, especialmente no combate ao tráfico, ao crime organizado e aos crimes de fronteira”, disse.
Essa linha de atuação também aparece nas políticas nacionais de segurança. O Ministério da Justiça lançou em 2026 iniciativas voltadas à gestão integrada de fronteiras, com uso de tecnologia, análise de inteligência e cooperação entre órgãos para enfrentar crimes transfronteiriços. Entre as medidas estão centros integrados de segurança, capacitação de agentes e ampliação do uso de tecnologias de vigilância, justamente num modelo que busca evitar ações isoladas e aumentar a capacidade de resposta do poder público.
Em Cáceres, essa integração já aparece em algumas ações locais. Em julho deste ano, o Gabinete de Gestão Integrada reuniu Marinha, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e outras instituições para discutir estratégias conjuntas de segurança no município. Para Fontes, esse tipo de articulação precisa deixar de depender apenas de operações ou reuniões específicas e se transformar em uma política permanente para toda a Região Oeste.
O advogado também sustenta que segurança pública não pode ficar restrita à repressão. Na avaliação do candidato, iluminação pública, esporte, educação e criação de oportunidades para os jovens precisam caminhar ao lado da presença policial, principalmente nos bairros mais vulneráveis. A lógica defendida é atacar o crime organizado com inteligência e estrutura, mas também reduzir o espaço de recrutamento de jovens por facções e grupos criminosos por meio de políticas de prevenção.
A proposta do ex-prefeito passa, portanto, por duas frentes que, segundo ele, precisam caminhar juntas: aumentar a capacidade de resposta do Estado contra o tráfico, as facções e os crimes de fronteira e, ao mesmo tempo, ampliar políticas preventivas nos municípios da Região Oeste, especialmente aquelas voltadas à juventude e à ocupação dos espaços públicos.
“Quero uma região onde o trabalhador possa sair de casa e voltar para sua família com tranquilidade. Segurança é um direito de todos”, afirmou.
Advogado, pecuarista e ex-prefeito de Cáceres por dois mandatos, Túlio Fontes disputa uma vaga de deputado estadual pelo MDB nas eleições de 2026. Seu número na urna é 15789.
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