Cia de Notícias - Conceito em Noticiar

Terça-feira, 13 de Outubro de 2026
Justiça mantém preso serralheiro suspeito de matar professor em VG.

Justiça

Justiça mantém preso serralheiro suspeito de matar professor em VG.

......

IMPRIMIR
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O serralheiro Elias Samuel Delgado, de 26 anos, investigado pelo assassinato do professor Breno Antônio Humberto de Moraes, de 25 anos, continuará preso enquanto a Polícia Civil apura as circunstâncias do crime ocorrido em Várzea Grande. Ele passou por audiência de custódia na sexta-feira (10) e permaneceu encarcerado.

Serralheiro que confessou assassinato de professor em VG é mantido preso • Olhar Direto

(foto reprodução) - Breno foi encontrado morto na tarde de quinta-feira (8), em uma região de mata no bairro 13 de Setembro, depois de permanecer desaparecido por 12 dias. O corpo apresentava pelo menos 13 ferimentos provocados por golpes de faca, conforme apontou o exame pericial.

A localização do cadáver ocorreu após Elias indicar aos investigadores o local onde a vítima havia sido deixada.

O serralheiro confessou participação no homicídio durante depoimento à Polícia Civil, depois de ser confrontado com elementos reunidos ao longo das investigações.

A polícia, entretanto, ainda procura esclarecer a dinâmica completa do assassinato e a atuação de outros suspeitos.

DESAPARECIMENTO – Breno havia sido visto pela última vez com vida em 26 de setembro, quando subiu na garupa de uma motocicleta em Várzea Grande.

De acordo com a investigação, a motocicleta era seguida por um Toyota Corolla, que possivelmente estava sendo conduzido por Elias.

Além do serralheiro, a Polícia Civil identificou indícios da participação de outras duas pessoas: o motociclista que transportou o professor e um terceiro suspeito que teria estado no local do assassinato.

A identificação da participação de cada investigado e as circunstâncias em que o professor foi levado até a região de mata ainda estão sendo apuradas.

O desaparecimento de Breno mobilizou familiares e amigos durante quase duas semanas.

O irmão gêmeo da vítima, Bruno, participou das buscas e fez apelos públicos por informações que ajudassem a localizar o professor.

A confirmação da morte encerrou as buscas, mas abriu uma nova etapa da investigação, voltada à responsabilização dos envolvidos.

O serralheiro Elias Samuel Delgado da Silva confessou participação no assassinato do professor Breno Antônio Humberto de Moraes, de 25 anos, encontrado morto em Várzea Grande. A informação foi confirm

(foto reprodução)

CRUELDADE – O laudo pericial apontou que Breno foi atingido por pelo menos 13 golpes de faca.

Três dos ferimentos atingiram a região escrotal, circunstância que evidencia a violência empregada no ataque e deverá ser considerada na reconstrução da dinâmica do homicídio.

Os investigadores também buscam estabelecer a sequência dos acontecimentos desde o momento em que a vítima deixou o local onde foi vista pela última vez até a chegada à área onde seu corpo foi encontrado.

VERSÃO DO SUSPEITO – Durante o interrogatório, Elias apresentou uma versão segundo a qual estaria sendo chantageado pelo professor em razão de supostas relações extraconjugais.

A alegação partiu do próprio investigado e ainda não foi confirmada de maneira independente pela Polícia Civil.

Até o momento, não há elementos divulgados que permitam tratar essa narrativa como motivação comprovada do assassinato.

A investigação prossegue sob sigilo, inclusive para esclarecer a eventual participação dos outros dois suspeitos identificados.

DEFESA CONTESTA PRISÃO – O advogado de Elias informou que o serralheiro permaneceu detido após a audiência de custódia.

Quem é o serralheiro preso como suspeito do sumiço de professor em Várzea Grande

(foto reprodução)

Segundo a defesa, também existe um mandado de prisão temporária expedido anteriormente contra o investigado.

O advogado afirmou que pretende solicitar a revogação da prisão, sob o argumento de que não há necessidade de manter Elias encarcerado durante o andamento das investigações.

A defesa sustenta que medidas cautelares alternativas seriam suficientes para assegurar o prosseguimento do inquérito.

Não há informação de que esse pedido já tenha sido analisado pela Justiça.

A situação processual deverá ser acompanhada pela defesa, enquanto a Polícia Civil trabalha para concluir a apuração sobre a autoria, a motivação e as circunstâncias do assassinato.

O caso segue sob sigilo.

FONTE/CRÉDITOS: Diário de Cuiabá - foto reprodução
Comentários: