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Sexta-feira, 05 de Junho de 2026
Juíza que anulou mandado de prisão contra Evo Morales é presa na Bolívia.

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Juíza que anulou mandado de prisão contra Evo Morales é presa na Bolívia.

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A juíza Lilian Moreno Cuéllar, que na semana passada anulou o mandado de prisão contra Evo Morales, foi presa na manhã desta segunda-feira na rodovia La Guardia, em Santa Cruz, e levada ao Aeroporto Viru Viru para ser transferida para La Paz. O ex-presidente boliviano é investigado pelo caso de suposto tráfico de pessoas agravado contra menor de 15 anos.

Juíza anula mandado de prisão de Evo Morales em caso de tráfico de pessoas  | Jovem Pan

(foto reprodução)

De acordo com o advogado da juíza, Silvestre Ibáñez, a prisão “é ilegal e arbitrária” porque não há fundamento legal ou jurídico que sustente tal ação. Ele relatou que não recebeu nenhuma notificação oficial nem teve acesso ao documento de prisão. Também não conseguiu se comunicar diretamente com sua cliente.

 prisão ocorreu quando a juíza conduzia seu veículo pelo quilômetro 14 da rodovia em direção a La Guardia. O ministro da Justiça, César Siles, confirmou que um processo criminal foi aberto contra  a magistrada pelos crimes de prevaricação e desobediência às resoluções constitucionais, após sua recente decisão judicial a favor de Evo Morales. A medida foi posteriormente anulada por um juiz em La Paz.

Entenda o caso

Lilian Moreno causou polêmica em 30 de abril ao emitir uma decisão que anulou as acusações contra Morales e transferiu o caso de La Paz para um tribunal em Villa Tunari, Cochabamba. A decisão foi anulada dias depois pelo juiz Franz Zabaleta, que restabeleceu o mandado de prisão contra o ex-presidente.

Moreno enfrentará processos criminais e disciplinares pelos crimes de prevaricação e desobediência às resoluções constitucionais, de acordo com o ministro da Justiça, César Siles.

Juíza que anulou mandado de prisão contra Evo Morales é presa na Bolívia -  Diário Corumbaense

(foto reprodução)

Segundo a Promotoria, o ex-presidente Evo Morales manteve, em 2015, uma relação com uma adolescente de 15 anos, com quem teve uma filha um ano depois. O ex-mandatário foi investigado em 2019 por esse mesmo caso, enquadrado no crime de estupro, que envolve conjunção carnal com menores de idade.

No ano passado, a Promotoria retomou o processo e indiciou Morales por suposto tráfico de pessoas. A acusação sustenta que Morales teria oferecido benefícios aos pais em troca de sua filha, que, à época, fazia parte da "guarda juvenil" do então partido de Evo Morales.

 

 

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FONTE/CRÉDITOS: Com informações Unitel TV e jornal El Deber. - foto reprodução
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