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Sexta-feira, 05 de Junho de 2026
Invasão de peixe exótico no Rio Paraguai levanta alerta sobre fiscalização de criadouros.

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Invasão de peixe exótico no Rio Paraguai levanta alerta sobre fiscalização de criadouros.

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O aparecimento de um pirarucu no Rio Paraguai, registrado por um pescador em Cáceres nesta semana, levantou um alerta sobre os impactos das espécies invasoras no Pantanal. Mas, segundo especialistas, há um detalhe importante que muitas vezes passa despercebido: o gigante amazônico não invade uma nova bacia hidrográfica por conta própria.

A presença do peixe no Rio Paraguai, onde ele não ocorre naturalmente, é consequência direta da ação humana, seja pela soltura irregular ou pelo escape de exemplares criados em pisciculturas.

O alerta foi reforçado pelo biólogo Helder Freitas, que chama a atenção para a origem do problema.“O peixe exótico não vem por vontade própria. Alguém soltou ou ele escapou de criadouros na bacia do Rio Paraguai. Então a fiscalização tem que ser em cima dos criadores que estão nas margens do rio”, afirmou.

A discussão também se conecta a uma normativa publicada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em março deste ano, antes do registro do pirarucu no Rio Paraguai. A regra passou a considerar o pirarucu uma espécie invasora quando encontrado fora de sua área de ocorrência natural, a Bacia Amazônica, e permite a captura e o abate do animal em diferentes regiões do país, incluindo a Bacia do Paraguai.

O aparecimento de um pirarucu no Rio Paraguai, registrado por um pescador  em Cáceres nesta semana, levantou um alerta sobre os impactos das espécies  invasoras no Pantanal. Mas, segundo especialistas, há um

(foto reprodução  - Pirarucu, fisgado no Rio Paraguai em Cáceres MT)

Predador de topo

Considerado um dos maiores peixes de água doce do mundo, o pirarucu pode ultrapassar dois metros de comprimento e pesar centenas de quilos. Além do porte impressionante, ele ocupa o topo da cadeia alimentar.

Segundo o biólogo e professor e pesquisador da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Francisco de Arruda Machado, trata-se de um peixe piscívoro, ou seja, que se alimenta principalmente de outros peixes.

Para o pesquisador, o principal problema não é apenas a presença do animal, mas as condições que permitem sua introdução em locais onde ele não deveria estar.

A legislação não permite a criação de espécies fora das bacias onde elas ocorrem naturalmente. Ainda assim, ele avalia que a fiscalização é insuficiente.

“O que acontece é que estão fazendo piscicultura em locais inadequados. De vez em quando um tanque rompe, um peixe escapa e vai parar no rio. A partir daí ele encontra espaço, alimento e poucas barreiras para sobreviver”, disse.

O aparecimento de um pirarucu no Rio Paraguai, registrado por um pescador  em Cáceres nesta semana, levantou um alerta sobre os impactos das espécies  invasoras no Pantanal. Mas, segundo especialistas, há um

((foto reprodução  - Pirarucu, fisgado no Rio Paraguai em Cáceres MT))

O pesquisador afirma que, na Bacia do Paraguai, o pirarucu encontra pouca competição direta por alimento e espaço, o que favorece sua permanência no ambiente.

Na Região Hidrográfica do Paraguai, espécies tradicionais do Pantanal, como pacu, dourado e pintado, estão entre as que podem sofrer impactos com a presença do predador amazônico.

🐟 Pirarucu no Rio Paraguai acende alerta no Pantanal A captura de um  pirarucu no Rio Paraguai, em Cáceres (MT), chamou atenção de ambientalistas  e especialistas. A espécie, típica da Amazônia, não

(((foto reprodução  - Pirarucu, fisgado no Rio Paraguai em Cáceres MT)))

O que diz a legislação

Segundo a Lei Estadual nº 13.027, aprovada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e sancionada em janeiro de 2025, a reprodução, criação e manutenção de espécies exóticas dependem de autorização dos órgãos ambientais competentes. A legislação também prevê regras específicas para e

Especialistas defendem que a fiscalização dos criadouros é uma das principais ferramentas para evitar novas ocorrências.

Posicionamento

A reportagem procurou a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) para saber como é realizada a fiscalização de criadouros de espécies exóticas e quais medidas são adotadas para evitar a introdução irregular de peixes predadores em bacias onde eles não ocorrem naturalmente. No entanto, o órgão ainda não se posicionou.

 
FONTE/CRÉDITOS: Primeira Página MT - foto reprodução
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