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Sexta-feira, 17 de Abril de 2026
Integração Brasil/Bolívia chama atenção de investidores estrangeiros.

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Integração Brasil/Bolívia chama atenção de investidores estrangeiros.

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Uma alternativa antiga à integração Brasil/Bolívia entre as cidades de Vila Bela da Santíssima Trindade (MT) e San Inácio (Bolívia), tem chamado atenção de investidores estrangeiros, especificamente, asiáticos para a redução logística e o fortalecimento comercial dos países da América do Sul com a Ásia. Há expectativas dos aportes financeiros se tornarem realidade em pouco tempo, caso o governo brasileiro e o país vizinho efetivem o asfaltamento da rodovia binacional, Brasil/Bolívia.
 
Num resumo da situação na região levantada no início deste mês, em Vila Bela da Santíssima Trindade a comunidade Palmarito (Brasil), o Governo de Mato Grosso ja pavimentou cerca de 40 km da MT-199 (anteriormente parte da BR-174 no projeto) que liga a cidade ao Destacamento Militar de Palmarito, na fronteira. A licitação para esses trechos finais ocorreu no final de 2025.
 
A previsão é de que a pavimentação melhore significativamente o acesso, que antes era de terra, poeira e atoleiros. No lado boliviano até San Ignacio de Velasco, a rodovia é predominantemente de terra/chão batido, numa extensão de 140 km que ainda necessitam de pavimentação para completar a ligação asfáltica até San Ignacio. Lá também há acordos para asfaltar esse trecho na Bolívia, visando a integração, mas o asfalto contínuo ainda não está concluído em todo o trajeto até 2027.
 
 Em uma Audiência Pública na Comissão de Relações Exteriores, no Senado, em Brasília, em 2024, o mato-grossense de Cáceres, atual presidente do Comitê Pró-asfaltamento e Integração Brasil/Bolívia, Pedro Lacerda, defensor histórico da integração entre os dois países, já avaliava essa evolução da região.
 
“Bem mais importante até mesmo que a conclusão do esperado asfalto, que vai ser concluído, é a consolidação econômica na faixa de fronteira, atendendo as expectativas de desenvolvimento econômico e social entre as duas cidades. Ainda em sua análise, Pedro Lacerda, afirma a os dois países reduziram as distancias até os portos do oceano pacífico no Chile e Peru em direção aos países asiáticos.
 
A conclusão do asfalto requer de imediato, a construção de um terminal aduaneiro para controle das exportações e importações na região. “Reputo a necessidade de uma aduaneira. A falta dessa fiscalização obrigou Brasil e Bolívia viverem nesses últimos tempos um de costas para o outro. Não existe nenhum tipo de relação legal entre bolivianos e brasileiros”, observou Pedro Lacerda.
 
A fragilidade na relação institucional na fronteira enfraquece a economiza entre Brasil e Bolívia. Conforme relatos do Comitê, San Inácio ainda consegue um avanço ao exportar diariamente toda a produção bovina para o porto de Arica, no Chile, numa distância de 1,3 mil quilômetros. Já em Pontes e Lacerda, município vizinho de Vila Bela da Santissima Trindade atua no corte da carne bovina, mas não tem permissão para trafegar por San Inácio rumo ao porto de Arica.
 
 A carne brasileira enfrenta mais de 2 mil quilômetros de rodovias até o porto de Santos (SP) para embarcar para o oceano atlântico até a europa e ásia.
 
 “A viabilidade de reduzir distância e economizar depende de detalhes que estão sendo tratados entre os dois países aqui da fronteira Brasil e Bolívia”, amenizou Pedro.
 
Conforme ele, a integração é fundamental para beneficiar os dois países. Para o Brasil, a importação de Sal da Bolívia é um dos motivos nessa comercialização e historicamente Vila Bela, que importa Ureia da Ucrânia, será beneficiada.

FONTE/CRÉDITOS: Expressão Noticias - foto reprodução
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