O acidente aéreo que matou os integrantes da banda Mamonas Assassinas completa 30 anos nesta segunda-feira (2), relembrando uma das maiores tragédias da música brasileira. O grupo morreu em 1996, no auge da fama, após a aeronave em que estavam cair na Serra da Cantareira, na Grande São Paulo.

(foto reprodução) - Os cinco músicos retornavam de um show em Brasília com destino ao aeroporto de Guarulhos quando o avião se chocou contra uma área de mata durante a tentativa de pouso. Não houve sobreviventes.
A morte interrompeu uma trajetória meteórica que durou menos de um ano, mas foi suficiente para transformar a banda em um fenômeno nacional. O único álbum lançado pelo grupo vendeu mais de 3 milhões de cópias, impulsionado por sucessos que dominaram rádios e programas de televisão em todo o país.
Formada por Dinho, Bento Hinoto, Júlio Rasec, Sérgio Reoli e Samuel Reoli, a banda conquistou o público com uma mistura de rock, humor e letras irreverentes, que abordavam temas do cotidiano com linguagem popular e crítica bem-humorada. O estilo descontraído e as performances marcantes ajudaram a consolidar rapidamente a popularidade do grupo.
A comoção após o acidente foi imediata. O velório coletivo reuniu milhares de fãs e mobilizou o país, em uma despedida que evidenciou a dimensão cultural alcançada pelos músicos em pouco tempo de carreira.
Sucessos que marcaram uma geração
Com letras irreverentes e apresentações cheias de humor, o grupo emplacou músicas que rapidamente se tornaram parte da cultura popular brasileira. Canções como “Pelados em Santos”, “Robocop Gay”, “Vira-Vira”, “1406” e “Mundo Animal” dominaram as rádios e ajudaram a consolidar o fenômeno.
O estilo único, que misturava rock, sátira e elementos da música popular, aproximou públicos de diferentes idades. A banda também ganhou destaque em programas de televisão, ampliando ainda mais sua popularidade e consolidando uma base de fãs em todo o país

(foto reprodução)
Memorial vivo
Mais de duas décadas após a tragédia, os corpos dos integrantes foram exumados com autorização das famílias e transformados em um memorial simbólico. Os restos mortais foram cremados e as cinzas colocadas em cápsulas biodegradáveis que deram origem a árvores plantadas no Cemitério Parque das Primaveras, em Guarulhos.
A iniciativa criou um espaço de homenagem permanente, onde cada árvore representa um dos músicos. A proposta foi transformar o local em um ambiente de memória e vida, permitindo que fãs continuem prestando homenagens de forma simbólica.
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