O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) reuniu representantes da defesa sanitária animal nesta sexta-feira (16/10), em Brasília, para discutir os avanços na implementação do Banco Regional de Antígenos para Febre Aftosa (BANVACO). Participaram do encontro o vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e presidente do Fundo Emergencial de Saúde Animal de Mato Grosso (Fesa-MT), Amarildo Merotti, e o diretor técnico da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Chico Manzi.

(foto reprodução) - Promovida pelo Departamento de Saúde Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária, dirigido por Marcos Vinicius de Santana Leandro Junior, a reunião abordou a formação de reservas estratégicas de antígenos para produção de vacinas emergenciais e a possível participação de fundos privados de defesa sanitária na manutenção desses estoques.
Entre as prioridades discutidas está a preparação dos países sul-americanos contra diferentes sorotipos do vírus da febre aftosa, especialmente SAT 1 e SAT 2, associados a ocorrências da doença em outras regiões do mundo.
Segundo Merotti, o planejamento antecipado é fundamental para reduzir os riscos sanitários e os impactos de uma eventual introdução do vírus no continente.
“Estamos avançando na estruturação desse banco de antígenos e discutindo a proteção contra os sorotipos SAT 1 e SAT 2. O objetivo é garantir que tenhamos condições de responder rapidamente e conter a doença caso ela chegue ao nosso continente”, afirmou.
O vice-presidente da Famato informou ainda que uma nova reunião com representantes dos países sul-americanos está prevista para novembro, quando terão continuidade as discussões sobre as reservas estratégicas.
Mato Grosso completa 30 anos sem febre aftosa
Em 2026, Mato Grosso completa três décadas sem registros de febre aftosa. O último foco ocorreu em 1996 e, desde então, produtores rurais e órgãos de defesa agropecuária mantêm ações de vigilância e prevenção para preservar a sanidade do rebanho.
Após a suspensão da vacinação, em 2023, o estado foi reconhecido pelo Mapa, em 2024, como livre da doença sem vacinação. Em maio de 2025, o Brasil conquistou o reconhecimento internacional dessa condição pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

(foto reprodução) - Para Mato Grosso, que possui o maior rebanho bovino do país, manter esse status é estratégico. Uma eventual reintrodução do vírus poderia causar prejuízos à produção, restrições à movimentação de animais e impactos na comercialização de produtos de origem animal. Coordenado pelo Centro Pan-Americano de Febre Aftosa e Saúde Pública Veterinária (PANAFTOSA), vinculado à Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), o BANVACO busca garantir a disponibilidade de antígenos para produção rápida de vacinas em situações emergenciais.
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