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Domingo, 03 de Maio de 2026
Da bancada de MT, Emanuelzinho e José Lacerda não apoiam CPMI do Banco Master.

Brasil

Da bancada de MT, Emanuelzinho e José Lacerda não apoiam CPMI do Banco Master.

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Um novo foco de tensão se forma no Congresso Nacional. Deputados e senadores alcançaram o número mínimo de assinaturas necessário para protocolar o pedido de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a investigar um conjunto de suspeitas de irregularidades de grande proporção envolvendo o Banco Master.

Ao todo, o requerimento recebeu o apoio de 251 parlamentares — 213 deputados federais e 38 senadores. O documento deverá ser formalmente apresentado após o fim do recesso legislativo, em 1º de fevereiro, pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ).

A mobilização teve adesão majoritária da bancada de Mato Grosso. Apenas dois representantes do estado, o deputado Emanuelzinho (MDB) e o senador José Lacerda (PSD), ambos ligados à base do governo federal, ficaram fora da lista de signatários.

Entre os deputados mato-grossenses que subscreveram o pedido estão Coronel Assis (União), Coronel Fernanda (PL), Gisela Simona (União), José Medeiros (PL), Juarez Costa (MDB), Nelson Barbudo (PL) e Rodrigo da Zaeli. No Senado, assinaram Jayme Campos (União) e Wellington Fagundes (PL).

O Banco Master já é investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal. As apurações apontam indícios de fraudes bilionárias, gestão fraudulenta, organização criminosa, manipulação de mercado e crimes relacionados a desvio e lavagem de dinheiro.

Um dos principais focos é a suposta negociação irregular de carteiras de crédito com o Banco de Brasília (BRB), operação estimada em R$ 12,2 bilhões. Diante do agravamento do cenário, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição.

Além de apurar responsabilidades, a CPMI pretende examinar os impactos econômicos do caso e possíveis conexões entre agentes públicos e empresas envolvidas nas operações suspeitas.

Enquanto isso, o Senado já iniciou movimentações internas. No dia 15, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) instalou um grupo de trabalho para acompanhar as investigações, com prerrogativas para requisitar informações, convocar autoridades e sugerir medidas legislativas.

FONTE/CRÉDITOS: Infoverus - foto reprodução
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