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Segunda-feira, 31 de Agosto de 2026
Cidade histórica de MT reúne cachoeira gigante, cânion de água cristalina e ruínas de mais de 200 anos.

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Cidade histórica de MT reúne cachoeira gigante, cânion de água cristalina e ruínas de mais de 200 anos.

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Uma cachoeira com mais de 200 metros de queda, um cânion onde a água cristalina ganha tons de azul e verde e as ruínas de uma igreja cuja construção começou ainda no século XVIII. Tudo isso pode ser encontrado em um único município de Mato Grosso: Vila Bela da Santíssima Trindade.

Localizada no oeste do estado, próxima à fronteira com a Bolívia, Vila Bela foi a primeira capital de Mato Grosso e hoje reúne patrimônio histórico e alguns dos cenários naturais mais diferentes do estado.

Entre os principais atrativos está o Parque Estadual Serra Ricardo Franco, onde ficam a Cachoeira do Jatobá e o Cânion do Jatobá.

Cachoeira com mais de 200 metros

Cachoeira gigante de MT tem altura de prédio com 100 andares

(foto reprodução) - A Cachoeira do Jatobá é apontada pelo turismo municipal como a maior de Mato Grosso e está localizada dentro do Parque Estadual Serra Ricardo Franco.

A queda d’água ultrapassa os 200 metros de altura. Fontes oficiais do próprio município apresentam medições diferentes para a cachoeira, variando de 218 a 252 metros.

O cenário é formado por grandes paredões de pedra cercados pela vegetação da Serra Ricardo Franco. O acesso faz parte dos roteiros de ecoturismo de Vila Bela e exige disposição dos visitantes, já que é necessário percorrer trilhas para chegar aos atrativos.

Cânion tem água que varia entre azul e verde

Cidade histórica de MT reúne cachoeira gigante, cânion de água cristalina e ruínas de mais de 200 anos

(foto reprodução) - Outro cenário que chama atenção no município é o Cânion do Jatobá.

Segundo a Secretaria Municipal de Turismo, a água do córrego que atravessa as formações rochosas é cristalina e pode apresentar tonalidades entre azul e verde, dependendo da incidência da luz solar.

A transparência permite inclusive observar pequenos peixes.

A parte mais profunda do cânion chega a aproximadamente oito metros. Para chegar ao local, o visitante percorre uma trilha de cerca de 5 km, considerando ida e volta.

O percurso é considerado de nível fácil, embora tenha um ponto de maior dificuldade durante a travessia do rio. O acesso ao atrativo deve ser feito acompanhado de condutor local ou guia.

A época escolhida para a viagem também faz diferença. O nível da água varia ao longo do ano e, no fim do período de seca, o cânion pode ficar completamente seco.

Ruínas guardam mais de dois séculos de história

Ficheiro:Ruinas da igreja matriz de Vila Bela 2.jpg – Wikipédia, a enciclopédia livre

(foto reprodução) - A poucos quilômetros das cachoeiras e cânions, a paisagem muda completamente.

No centro de Vila Bela estão as Ruínas da Igreja Matriz da Santíssima Trindade, um dos principais símbolos históricos do município.

A construção da igreja começou no século XVIII. Registros do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) apontam que uma das construções da matriz teve início em 1771. Posteriormente, após problemas estruturais, uma nova edificação começou a ser erguida em 1793, mas nunca chegou a ser concluída.

Mais de dois séculos depois, as paredes permanecem em pé.

As ruínas apresentam paredes espessas de adobe e alicerces feitos com pedra canga. O conjunto foi tombado pelo Iphan em 1988 e é considerado um marco da expansão colonial portuguesa na região.

O local fica na região central da cidade e pode ser visitado por turistas.

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(foto reprodução)

Vila Bela foi a primeira capital de MT

A importância histórica de Vila Bela começou antes mesmo da construção da igreja.

Fundada em 1752, Vila Bela da Santíssima Trindade foi criada pela Coroa portuguesa em uma região estratégica próxima à fronteira com os territórios então controlados pela Espanha.

A presença de ouro na região do Rio Guaporé também contribuiu para a ocupação da área.

Vila Bela tornou-se a primeira capital de Mato Grosso e foi sede da administração colonial antes de Cuiabá assumir definitivamente essa função.

A cidade ainda preserva outro patrimônio desse período: o Palácio dos Capitães Generais, construído para abrigar os governadores da antiga capitania.

Além das construções históricas, Vila Bela preserva uma forte herança cultural afro-brasileira, construída principalmente pela população negra que permaneceu na região após a transferência da capital.

Três biomas em um só município

Ruínas da Igreja da Matriz: um mergulho na história de Vila Bela da Santíssima Trindade

(foto reprodução) - A localização de Vila Bela também guarda outra particularidade.

O município está em uma região de transição onde aparecem características de três grandes biomas brasileiros: Amazônia, Cerrado e Pantanal.

A combinação ajuda a explicar a diversidade de paisagens encontrada no território, que inclui serras, rios, cachoeiras, cânions e diferentes formações de vegetação.

O Rio Guaporé é outro destaque. Passeios pela região permitem observar diferentes espécies da fauna e da flora e, segundo informações do município, até botos-cor-de-rosa podem ser avistados nas águas do rio.

Assim, uma viagem a Vila Bela pode reunir dois roteiros bastante diferentes: de um lado, trilhas, cachoeiras e cânions; do outro, construções que ajudam a contar os primeiros capítulos da história de Mato Grosso.

Mais de 270 anos depois de sua fundação, a primeira capital do estado mantém lado a lado as marcas do período colonial e algumas das paisagens naturais mais preservadas do oeste mato-grossense.

 

 

 

 

FONTE/CRÉDITOS: Primeira Página MT - foto reprodução
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