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Terça-feira, 25 de Agosto de 2026
Câmara de Cáceres sedia audiência pública para debater relatório sobre violência contra mulher em Mato Grosso.

Cáceres MT

Câmara de Cáceres sedia audiência pública para debater relatório sobre violência contra mulher em Mato Grosso.

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A Câmara de Cáceres recebe nesta terça-feira (24.03), a partir das 18h30, audiência sobre o enfrentamento ao feminicídio em Mato Grosso. A audiência será promovida pela Câmara Setorial Temática (CST) do Enfrentamento ao Feminicídio da Assembleia Legislativa (ALMT), com apoio da professora Edna Sampaio, do deputado estadual Lúdio Cabral (PT) e do vereador por Cáceres,  Cézare Pastorello (PT).

Conforme Edna Sampaio, o principal objetivo do encontro será a apresentação dos resultados do relatório final da CST,  sobre as falhas da rede de proteção, bem como as metas para o enfrentamento da violência de gênero no Estado. A ideia é debater os apontamentos do documento junto à população de Cáceres e região.

A professora também destaca que a servirá para que a sociedade, e principalmente as mulheres, deem contribuições ao texto final do relatório, antes dele ser encaminhado às autoridades competentes.

O vereador Cézare Pastorello defende que o documento precisa se transformar em políticas públicas efetivas no combate à violência contra a mulher.

“Como parlamentar, entendo que o nosso papel não é apenas lamentar as perdas, mas transformar o diagnóstico detalhado no Relatório Final da Câmara Setorial em ações concretas e leis que garantam proteção real em cada território de Cáceres e de Mato Grosso”, argumenta.

Ressalta ainda que o feminicídio não pode ser naturalizado por meio de dados estatísticos.  Acrescenta que o fenômeno “é resultado de uma falha estrutural do Estado que precisamos enfrentar com urgência e rigor técnico”.

SOBRE O RELATÓRIO

A partir da sistematização de diferentes dados da segurança pública, o relatório da CST aponta uma série de falhas estruturais na rede de proteção à mulher no Estado.

Entre as questões está a necessidade do Governo do Estado assumir formalmente a coordenação da rede, conforme previsto na Lei Maria da Penha.

Outro problema grave é a falta de articulação integrada entre estado, municípios e governo Federal, em ações de enfrentamento à violência contra mulher.

O documento ainda aponta necessidade de  investimentos em capacitação, ampliação da Patrulha Maria da Penha e da rede de delegacias especializadas. Atualmente, existem apenas oito delegacias sobre o tema no Estado.

FONTE/CRÉDITOS: Marcio Camilo da Cruz/Imprensa CMC - foto reprodução
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