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Domingo, 06 de Setembro de 2026
Após prisão, empresária contesta exposição: “Não sou eu”.

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Após prisão, empresária contesta exposição: “Não sou eu”.

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A advogada e empresária Thatiana Rabelo Mesquita Theodoro, sócia do Tatu Bola Bar, em Cuiabá, contestou nesta quinta-feira (3) a forma como passou a ser retratada após ser presa na Operação Bóreas, da Polícia Federal. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela afirmou que a repercussão do caso criou uma versão de sua história que não corresponde à realidade.

“Nos últimos dias, a minha imagem e o meu nome foram vinculados massivamente pelas mídias, narrando uma mulher totalmente descontextualizada com a Thatiana Rabelo da vida real”, declarou.

Thatiana foi presa em 25 de agosto, na Capital, e deixou a prisão dois dias depois, por decisão da Justiça Federal do Tocantins. A operação apura a atuação de um grupo suspeito de dar suporte ao transporte de cocaína e armas da Bolívia e do Peru para o Brasil, com uso de aeronaves e pistas clandestinas.

Ao comentar o impacto da prisão, a empresária afirmou ter enfrentado os “dias mais difíceis” de sua vida. Disse ainda que não abordaria os detalhes da apuração porque o processo tramita em segredo de Justiça, mas se apresentou como a principal interessada no esclarecimento dos fatos.

“Eu sou a maior interessada em esclarecer essa narrativa que construíram de uma mulher com a minha imagem e meu nome. Não sou eu”, afirmou.

No pronunciamento, Thatiana recorreu à própria trajetória para rebater a exposição. Ela destacou que vive há 25 anos em Mato Grosso, onde se formou em Direito, trabalhou como professora universitária e exerceu a advocacia antes de entrar no ramo empresarial.

“A história da Thatiana não começou semana passada. Ela começa há 40 anos, dos quais 25 anos são no Estado de Mato Grosso”, disse.

A empresária também agradeceu o apoio que afirmou ter recebido de funcionários, ex-funcionários, clientes, amigos e ex-alunos. “Obrigada a todos. A minha vida continua”, encerrou.

Além de administrar a TRMT Restaurante Ltda., responsável pelo Tatu Bola Bar, na região da Praça Popular, Thatiana aparece como sócia da Pietra Rabelo Semijoias e da Rabelo Gestão e Produções.

SUSPEITA DE OCULTAÇÃO

Segundo a Polícia Federal, a empresária teria ajudado a ocultar recursos de origem ilícita por meio de diferentes contas bancárias e da compra de joias e imóveis. A suspeita é de que essas movimentações servissem para dificultar a identificação da procedência do dinheiro.

A defesa nega que ela tenha participado do suposto esquema.

A investigação começou após a prisão de Márcio Rabello Mesquita Theodoro, irmão de Thatiana, em fevereiro do ano passado. Ele foi flagrado no Tocantins em uma aeronave que transportava 475 quilos de cloridrato de cocaína e pasta-base.

A análise do celular de Márcio levou os policiais a conversas com pessoas apontadas como possíveis integrantes do grupo. Entre os diálogos, a PF identificou mensagens trocadas com Thatiana sobre aquisição de joias.

Na avaliação dos investigadores, as conversas indicariam negociações de bens de alto valor para dissimular a origem dos recursos. A PF também afirma que a empresária teria enviado ao irmão dados de contas de pessoas físicas e jurídicas para receber valores.

Os advogados de Thatiana sustentam que a mensagem entre os irmãos é de 2024 e não tem relação com o objeto principal da investigação.

A Operação Bóreas prendeu nove pessoas, incluindo a empresária, e cumpriu mandados de busca e apreensão em Cuiabá e Palmas. Na residência dela, os policiais apreenderam joias, relógios, veículos e dinheiro em espécie.

Veja a fala:

FONTE/CRÉDITOS: folha5 - foto reprodução
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