Alunos e professores do campus de Cáceres da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) têm vivido sob medo constante causado por um único aluno. O discente, que não será identificado, está matriculado no curso de agronomia e vem apresentando há meses um comportamento perigoso, com ameaças a alunos e professores, além de denúncias de assédio. Mesmo afastado, o suspeito frequentou as dependências do campus até ser finalmente preso. Alunos e professores temem que ele volte às ruas e retome as ameaças.
Conforme informações obtidas em primeira mão pela reportagem do Olhar Direto, o aluno em questão foi alvo de medidas legais ainda em novembro, devido a ameaças proferidas a uma aluna do campus. A Justiça o proibiu de frequentar a faculdade ou se aproximar da vítima. Contudo, mesmo com as cautelares, o aluno voltou a ameaçar uma jovem.
Na última sexta-feira (05), a vítima havia ido resolver questões administrativas na faculdade quando viu o suspeito. A Polícia Militar foi acionada e o conduziu à delegacia, porém lá o suspeito tentou fugir.
Durante a tentativa de fuga, o suspeito entrou em luta corporal com um dos policiais, chegando a morder o abdômen dele. Com o auxílio de cerca de sete policiais, o suspeito finalmente foi detido e durante a audiência de custódia, a prisão foi convertida em preventiva e ele segue detido desde então.

(foto reprodução) - AMEAÇA CONSTANTE - Mesmo com a prisão preventiva, os alunos e coordenadores do curso temem que logo ele será solto e voltará a frequentar o campus, continuando com as ameaças ou talvez indo além.
Esse medo constante ocorre porque o suspeito em questão possuí distúrbios psicológicos, mais especificamente bipolaridade, descrita em um atestado médico. Dentro das ameaças que a reportagem do Olhar Direto teve acesso, o aluno em questão usa esse laudo como ferramenta de ameaça.
Em um dos boletins de ocorrência contra o suspeito é dito que o mesmo, em uma situação envolvendo uma aluna, declarou a ela que tem insanidade e que ela pode fazer o que quiser, que não resultaria em nada contra ele.
O suspeito ainda declarou que, no máximo, sofrerá uma medida protetiva, mas que ele não irá respeitar.
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