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Terça-feira, 21 de Julho de 2026
Advogado questiona PF e diz que perícia deu negativo para cocaína em madeira apreendida.

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Advogado questiona PF e diz que perícia deu negativo para cocaína em madeira apreendida.

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O advogado Elôver Alves Arantes Júnior publicou vídeo nas redes sociais contestando a existência de cocaína em uma carga de 260 toneladas de madeira, que foi apreendida no dia 21 de junho deste ano, após ter acesso a um laudo pericial. Em nota, a Receita Federal afirmou que mantém o carregamento retido à espera de laudos, entretanto, o advogado questiona: “Quem vai arcar com esse prejuízo?”. O caso está sob investigação da Polícia Federal.

Advogado Elôver Arantes, apreensão madeira cocaina PF

Conforme publicado pelo , no dia 22 de junho a Receita Federal divulgou uma nota afirmando que uma cooperação internacional entre Brasil, Estados Unidos e Bolívia levou à apreensão de dezenas de toneladas de cocaína escondidas em madeira. À época, foram apreendidos quatro caminhões em Cáceres (a 225 km de Cuiabá) e outros quatro em Corumbá (MS). A ação, nomeada de Timber Shield, foi divulgada como a maior da história do paísapreensão que poderia ser .

Na segunda-feira (20), o advogado Elôver Alves Arantes Junior publicou um vídeo afirmando que resultado da perícia constatou resultado negativo para a presença de droga. “Após 30 dias de muita espera, tivemos acesso ao resultado da perícia hoje e a perícia constatou resultado negativo para a presença de droga. Além de realização de perícia em loco, a Polícia Federal realizou o teste rápido e não ficou azul o reagente”, salienta.

O advogado questiona que, mesmo após o resultado, a carga segue apreendida pela Receita. “Quem vai arcar com esse prejuízo? Trinta dias de espera, dois caminhões parados, quase 50 mil quilos de madeira apreendidas a troco de quê? Nunca existiu nenhuma investigação para eliminar nenhum procedimento investigatório, nenhum procedimento fiscalizatório da Receita Federal ou da Polícia Federal que apontasse qualquer indício de tráfico de drogas. Nunca existiu qualquer suspeita, qualquer indício. A Polícia Federal manteve por 30 dias caminhões que eram usados para frete”, alega Alves.

O profissional também reclama que a empresa teve que arcar com todos os custos e questiona “quem vai pagar" os trabalhadores  que tiveram que ir lá no local da apreensdão para descarregar as madeiras do jeito que foi exigido pela perícia.

"Quem vai pagar o tempo que a gente perdeu alinhando as madeiras do jeito que o perito da Receita Federal que veio de Brasília exigiu? Quem vai pagar esses prejuízos?”, indaga.

Outro lado

Por meio de nota, a Receita Federal informou que a carga e os veículos foram liberados. Não houve prisões de suspeitos.

Além disso, a Receita alegou que a confirmação da presença ou não de cocaína depende de novos exames, que ainda não foram finalizados e o laudo definitivo deve ficar pronto no dia 31 de julho. 

FONTE/CRÉDITOS: rdnews - foto reprodução
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