Cuiabá e Corinthians estão envolvidos em negociações há algumas temporadas, desde transferências e empréstimos de jogadores do Timão para o Dourado à contratações do técnico António Oliveira e Raniele para o clube do Parque São Jorge.
O Corinthians tem uma dívida de R$ 76 milhões com uma lista enorme de credores, e esse déficit chegou na Câmara Nacional de Resolução de Disputas, o CNRD. O Cuiabá é o maior credor do grupo com uma pendência de R$ 18 milhões.
Pensando em aliviar a forma de pagamentos, na última quinta-feira (17), a Câmara deu aval ao Corinthians para dar sequência ao plano de pagamentos trimestrais respeitando um valor mínimo e terá seis anos para quitar a dívida.
O presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, não ficou nada satisfeito com a decisão e em entrevista divulgada neste sábado (19), disse que a negociação é um ''convite ao calote''.
''Infelizmente, a gente esperava que a CNRD fosse rever planos, como a cobrança de juros. O plano vai ser corrigido somente pela inflação. A decisão que a CNRD tomou nesse caso é um convite para quem não paga, é um convite ao calote, a você utilizar de vantagens contra clubes menores.', disse Dresch.
O mandatário também apelou para os clubes não fazerem negócios com o Corinthians: ''Faço um apelo: não negociem com o Corinthians.''
Na visão de Dresch, a decisão da CNRD tem um caráter político e prejudica o clube mato-grossense.
''Cada credor tem um valor a receber. Esse valor que o Cuiabá tem a receber será dividido em 24 parcelas trimestrais. A primeira parcela vai ser em torno de R$ 780 mil. Um jogador que o Corinthians comprou em 2024, ele vai terminar de pagar em 2031 sem juros. O valor total dessa dívida é pequeno perto do que o Corinthians fatura.''
A maior parte da dívida que o Corinthians tem com o Cuiabá está ligada à transferência do volante Raniele, que atualmente é titular no meio-campo do Timão. Na ocasião, a diretoria corinthiana prometeu quitar o valor de forma parcelada, mas não cumpriu o acordo. Diante da falta de retorno do clube paulista, o Cuiabá recorreu à CNRD para tentar receber o montante previsto em contrato.
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