"Lá dentro do processo consta ter muitas inverdades, porque eu sou político, sou vereador, presidente da Câmara, então, assim, tem muitas inverdades e a gente vai provar dentro do processo [...] Eu acredito assim, eu não pratiquei o que estão falando aí. Eu não agredi, eu me defendi, até estar lá nos autos. Então, eu me defendi, assim, o que eu posso dizer é isso aí. E dentro dos autos, a hora que a gente for estar respondendo, a gente vai ver o que [é verdade]", disse.
Júnior estava com um mandado de prisão em aberto, decretado pela Justiça após ser denunciado por lesão corporal e ameaça no âmbito de violência doméstica. Durante a entrevista, alegou que havia se apresentado em Barra do Bugres e, como não havia nenhum pedido de prisão, decidiu passar o final de semana em Cuiabá, na casa da filha, mas que retornaria à cidade. Quando soube do mandado de prisão, aguardou a orientação do advogado.
O parlamentar é suspeito de agredir brutalmente a companheira. Consta na decisão que ele teria dado golpes na cabeça e na perna da vítima, além de morder e tentar sufocá-la, enquanto a ameaçava de morte. Contudo, ele pregou tranquilidade e que tudo seria esclarecido. Além de apontar que a repercussão do caso só ocorre por conta da função pública. "Eu vou, dentro do processo, provar que eu não devo isso que estão me acusando", emendou.
A vítima também relatou que já havia sofrido violência anterior, inclusive um episódio em que teve a perna furada pelo vereador, que usou, na ocasião, uma chave de fenda. Em outra ocasião, ela teria ficado com uma cicatriz no rosto. Segundo o vereador, ele conhecia a mulher e a família dela há 5 anos, mas que os encontros amorosos teriam ocorrido poucas vezes. "Ela não é minha esposa. Eu não sou casado, eu sou solteiro. A gente tinha caso, a gente saía [...] Eu não tenho relacionamento, a gente saía, já saímos várias vezes, porém eu conheço ela e a família dela há em torno de 4 a 5 anos", frisou.
Em caso de violência, denuncie.
Denúncias de violência doméstica podem ser feitas na Central de Atendimento à Mulher, pelo telefone 180. O serviço funciona 24 horas por dia, é gratuito e garante o anonimato. Em situações de emergência, acione a Polícia Militar pelo telefone 190.
Caso esteja em situação de risco, a vítima pode solicitar medidas protetivas de urgência, previstas na Lei Maria da Penha. O pedido pode ser feito em uma delegacia ou de forma virtual, por meio do aplicativo SOS Mulher MT.
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