O Palmeiras suou muito, insistiu e sofreu mais do que se imaginava para conseguir a sua primeira vitória na Libertadores. Num jogo que começou sem sofrimento e se tornou difícil, o time alviverde superou o Sporting Cristal por 2 a 1, no Allianz Parque, graças a um controverso pênalti sofrido pelo jovem Arthur e convertido por Flaco López.

(foto reprodução) - O zagueiro Murilo também marcou no triunfo que colocou o Palmeiras na liderança do Grupo F, agora à frente justamente de Cerro Porteño, Sporting Cristal e Junior Barranquilla. Os peruanos fizeram um golaço com González e só não arrancaram o empate porque Carlos Miguel se agigantou no acréscimo.
O Palmeiras foi completamente dominante no primeiro tempo. Foram 67% de posse de bola e 17 finalizações. Em casa, pressionou o rival peruano desde o início, encontrou soluções para romper a defesa e achou seu gol.
Fez quase tudo que tinha de fazer. Quase porque faltou eficiência à equipe alviverde, que finalizou muito e mal na maioria das vezes, e ainda deu espaços para o rival peruano contra-atacar. Apenas Murilo, de cabeça, balançou a rede em uma das muitas investidas ofensivas do time de Abel, liderado ofensivamente por Allan, Arias e Sosa.
A eficácia que faltou ao Palmeiras sobrou ao Sporting Cristal. Os peruanos balançaram a rede na única vez que subiram ao ataque graças à precisão no bonito chute de Juan González.
No segundo tempo, o Palmeiras sabia que tinha de ter paciência para lidar com a enfadonha cera dos peruanos e para voltar a encontrar meios de passar pela zaga do adversário, armado com todos seus 11 jogadores no campo defensivo.
Sabia, mas não conseguiu executar o que havia sido planejado. Os anfitriões se irritaram com a cera do rival e, nervosos, tiveram dificuldades para achar os espaços que havia encontrado na etapa inicial. Sosa desapareceu, Arias tentava por dentro e Flaco seguiu apagado.
O melhor caminho era pelos lados, com cruzamentos à área. Foi assim que Flaco marcou. Só que o argentino estava impedido, como o VAR confirmou, frustrando os mais de 30 mil palmeirenses no Allianz Parque.

(foto reprodução) - Eles celebraram quando o jovem Arthur, que havia entrado em campo há poucos minutos no lugar do contestado Giay, cavar pênalti que o árbitro chileno Piero Maza marcou depois de ir ao monitor do VAR. Flaco converteu.
O Palmeiras, depois disso, só sofreu. E conseguiu sustentar o triunfo porque Carlos Miguel defendeu cabeceio a poucos metros de seu rosto. Vitória, no fim, suada e mais difícil do que se esperava.
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