Faz dois meses que o Flamengo se reapresentou no CT Ninho do Urubu após quase cinquenta dias de recesso de olho na preparação para as decisões do começo de 2023, e a sensação é de que nada deu certo até agora na temporada. Para tentar se redimir desse início ruim, a equipe comandada por Vítor Pereira vai a campo hoje, 21h30, no Maracanã, contra o Independiente Del Valle, pelo segundo jogo da Recopa Sul-Americana.
Será a última partida da primeira leva de três torneios decisivos. Antes da Recopa, houve decepções no Mundial de Clubes e na Supercopa. Para terminar por cima, com boa impressão, será necessário vencer por dois gols de diferença após perder por 1 a 0 no Equador. Em caso de placar igual, decisão na prorrogação e depois pênaltis. O trunfo rubro-negro será voltar ao Maracanã, com quase 60 mil ingressos vendidos.
Ainda que o elenco esteja quase completo, a equipe sob o comando de Vítor Pereira ainda deve à torcida uma grande atuação. O desempenho nas competições anteriores fizeram o treinador começar um trabalho do zero já desgastado. Seu status no clube permanece inalterado e a diretoria pretende manter o respaldo para a sequência da temporada. O português, por sua vez, tem a intenção de intensificar mudanças táticas após a disputa de mais uma decisão.
O saldo até agora é negativo em termos de resultado. Tirando o bom retrospecto no Estadual, Vítor Pereira só tem uma vitória em quatro jogos entre as três competições que o Flamengo disputou desde o começo do ano. Internamente, entretanto, o saldo do trabalho é positivo. Há boas ideias sendo colocadas em prática aos poucos e aceitação por parte dos jogadores.
Passada a tempestade do começo do ano, com sobrecarga que impediu a evolução do trabalho não só tático, mas principalmente físico, a expectativa é que o trabalho ganhe corpo a partir do jogo de hoje. A direção do Flamengo age com frieza na avaliação do elenco e pretende se reforçar com duas a três peças até o meio do ano.
Mesmo com uma formação que se conhece bem, o Flamengo tem oscilado e sofrido para apresentar um jogo coletivo consistente, de protagonismo, com posse de bola e força ofensiva, como se viu nos últimos anos. Pesa nesse sentido também a mescla recente dos trabalhos da comissão técnica de Vítor Pereira e da comissão permanente, que preenche a preparação física e o departamento médico rubro-negro com alguns novos funcionários, como o preparador Mário Monteiro e o fisiologista Tadashi Hara.
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