Única mulher a liderar o departamento médico de uma seleção na Copa do Mundo, a brasileira Suzanne Huurman integra a delegação de Curaçao. O país estreante no Mundial convive com uma situação inusitada na qual os familiares acompanham os jogadores na concentração.

(foto reprodução) - "Os jogadores podem ficar hospedados com suas companheiras no mesmo quarto e, quando há filhos, a família recebe um quarto adicional. É algo bastante único no futebol de seleções. Curaçao é um país pequeno, com um povo muito alegre, caloroso e voltado para a família, algo que me lembra bastante o Brasil", revelou a paulista de 36 anos em entrevista ao site ge.
Os convocados demonstram estar à vontade convivendo com rivais que atuam em grandes potências do futebol e o time comemorou marcas expressivas como o primeiro gol na história das Copas e o empate em 0 a 0 com o Equador no último final de semana.
"Acredito que ajuda, mas talvez mais pelo lado emocional do que por um efeito fisiológico direto. Em um torneio tão longo, ter a família por perto reduz um pouco a saudade de casa e traz tranquilidade. Muitos dos nossos jogadores não atuam nos níveis mais altos do futebol mundial".
"Para várias famílias, seria muito caro viajar e ficar hospedada durante semanas nos Estados Unidos por conta própria. A Federação decidiu assumir esse custo para que os jogadores possam ter as suas parceiras e filhos por perto. Alguns, provavelmente, ficariam preocupados ou estressados", completou Suzanne.
"Existe uma enorme alegria de viver, uma energia positiva e uma paixão pelo futebol que me lembram bastante o Brasil. O sentimento quando marcamos aquele gol contra a Alemanha foi difícil de descrever".
"Por alguns minutos, o placar estava 1 a 1 em uma Copa do Mundo. Para um país pequeno como Curaçao isso é algo muito especial. Foi um momento de enorme orgulho para todos nós: jogadores, comissão técnica, dirigentes e para todo o povo de Curaçao", lembrou ela referindo-se ao gol de Livano Comenencia na derrota por 7 a 1 na estreia.

(foto reprodução - A equipe caribenha ocupa a lanterna do Grupo E, mas se vencer a Costa do Marfim na última rodada da primeira fase tem chances de avançar ao mata-mata.
Paulista radicada na Holanda, a médica trabalhou em grandes clubes como PSV e Real Madrid. Ela chegou à seleção curaçauense por indicação de Casper van Eijck, seu antecessor.
"Minha ligação com Curaçao começou através do futebol e de uma amizade profissional de longa data. Conheço muito bem o antigo chefe do departamento médico da seleção", finalizou.
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