O Conselho de Orientação (Cori) do Corinthians se reuniu na noite da última segunda-feira, no Parque São Jorge, e decidiu encaminhar o caso do uso do cartão corporativo por Andrés Sanchez, para a Comissão de Ética. Sendo assim, o órgão irá abrir um processo disciplinar e apurar os gastos do ex-presidente do clube.
A votação foi apertada, mas a maioria dos integrantes do Cori votaram para que o caso seja levado à Comissão de Ética. Foram, ao todo, nove votos a sete. Andrés Sanchez, envolvido no episódio, se absteve.
Na semana passada, o mandatário admitiu ter utilizado indevidamente o cartão corporativo do Corinthians para pagamento de despesas pessoais. Já no último domingo, ele informou ter depositado R$ 15 mil nas contas do clube como reembolso pelos pouco mais de R$ 9 mil gastos em Tibau do Sul, no Rio Grande do Norte, no fim de seu último mandato, em dezembro de 2020.
Há, ainda, registros de que Andrés gastou cerca de R$ 6,9 mil no cartão corporativo em Fernando de Noronha, no estado de Pernambuco, em janeiro de 2020. O ex-presidente afirma que já acionou o departamento financeiro para averiguar a veracidade da fatura. Se comprovada, ele diz que também fará o ressarcimento.
Segundo relatos ouvidos pela Gazeta Esportiva, na reunião desta segunda, Andrés Sanchez repetiu o mesmo argumento de que se confundiu, pois possui um cartão de crédito do mesmo banco utilizado pelo Timão, o Santander.
Além de Andrés, o encontro contou com a presença de outros três ex-presidentes do Corinthians, que são membros natos do Cori: Duilio Monteiro Alves, Mario Gobbi e Roberto de Andrade.
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