A juíza Henrique Fernanda Lima manteve a prisão da ex-secretária de saúde de Cáceres, Silvana Maria de Souza, após a suspeita ser presa na segunda fase da Operação Baca, deflagrada pela Polícia Civil na quarta-feira (6), contra membros de um grupo criminoso envolvido com o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Mato Grosso. Ela atuava com a movimentação financeira do tráfico.
Em audiência de custódia, a magistrada afirmou que não houve irregularidades na prisão de Silvana. Apontou ainda que o sistema prisional deve tomar providências médicas adequadas já que ela teria problemas de saúde.
Silvana atuou como secretária entre o período de 2020 e 2024 na gestão do ex-prefeito Francis Maris (PL). Atualmente, ela estava atuando na Coordenadoria de Planejamento, Convênios e Serviços de Regulação com um salário de R$ 7,1 mil.
Na operação, foram cumpridas seis ordens judiciais, sendo dois mandados de prisão preventiva, dois mandados de busca e apreensão domiciliar e dois bloqueios de contas bancárias, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá. As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), identificaram movimentações financeiras atípicas dos membros do grupo criminoso, que estão ligadas ao tráfico de drogas.
As ordens judiciais miram dois integrantes do núcleo financeiro do grupo criminoso e são cumpridas nos municípios de Cuiabá e Cáceres, com apoio da Delegacia Regional de Cáceres.
Durante as investigações sobre a atuação de um grupo criminoso envolvido com o tráfico de drogas, a Polícia Civil identificou movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica declarada, como depósitos fracionados em espécie, transferências sucessivas entre contas e ausência de comprovação da origem dos valores. As apurações identificaram, na primeira fase da operação, 22 investigados com indícios de envolvimento no tráfico de drogas e movimentações financeiras atípicas para lavagem de dinheiro.
Dos alvos, 20 já respondem pelos crimes. Os outros dois ainda não tinham sido responsabilizados. O levantamento financeiro apontou os dois alvos da operação movimentaram mais de R$ 1,6 milhão, evidenciando a atuação estruturada do grupo na ocultação e dissimulação de recursos oriundos do tráfico de drogas.
Diante dos elementos apurados, o delegado André Rigonato, responsável pelas investigações, representou pelas medidas judiciais contra os investigados, que foram deferidas pela Justiça. “Esta fase da operação tem como objetivo central a desarticulação do núcleo financeiro da organização criminosa, atingindo diretamente a estrutura econômica que sustenta as atividades ilícitas”, explicou Rigonato.
No âmbito patrimonial, foi determinado o bloqueio de contas bancárias dos investigados, com foco em interromper o fluxo financeiro ilícito, evitar a dissipação de ativos e assegurar a efetividade das apurações. As investigações seguem em andamento, podendo resultar na identificação de novos envolvidos e na adoção de outras medidas judiciais.
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